Aveiro

Vagos disponível para acolher 100 a 200 refugiados ucranianos

0

O Município de Vagos está disponível para “acolher 100 a 200 refugiados ucranianos”, tendo feito chegar esta disponibilidade ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, anunciou hoje a autarquia.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado explicou que, numa primeira fase e numa ajuda mais imediata, poderão disponibilizar “as várias camas do desporto escolar, no Pavilhão Municipal, onde serão albergados até seguirem para soluções mais definitivas”.

“Também já conversámos com as instituições particulares de solidariedade social e a Santa Casa da Misericórdia, no sentido de termos quem forneça as refeições, tal podendo também ser feito através das nossas cantinas escolares”, acrescentou.

De acordo com o autarca deste concelho do distrito de Aveiro, em 48 horas criaram “todas as condições” para receber entre uma a duas centenas de cidadãos que estejam a fugir da guerra.

“Serão ainda assegurados serviços de apoio médico, pois o Centro de Saúde está ao lado do nosso Pavilhão Municipal, bem como apoio psicológico para essas famílias”, referiu.

Para ajudar na tradução, Silvério Regalado admite recorrer a bolsas de voluntariado, junto de ucranianos que residam no concelho de Vagos ou na região.

No concelho de Vagos residem algumas centenas de ucranianos, desde o final da década de 90, inícios do ano 2000.

“Apelamos a todos os que residam no concelho e que tenham familiares na Ucrânia, que queiram fugir para Portugal, para contactarem o Município de Vagos, de forma a promovermos esse reagrupamento familiar. Disponibilizaremos todo o apoio possível”, evidenciou.

Silvério Regalado apontou que estão também a trabalhar para uma segunda fase, acautelando a criação de condições para que os refugiados possam aceder ao mercado de trabalho local, em cooperação com o Núcleo Empresarial de Vagos.

“Contamos com as nossas empresas, de forma que possam integrar os refugiados no mercado de trabalho. Também estamos a fazer um levantamento das soluções que permitam fazer o encaminhamento destas pessoas para habitação definitiva”, alegou.

No entender do presidente da Câmara Municipal de Vagos, os refugiados merecem toda a solidariedade nacional, condenando quem não preserva os valores humanos.

“Não os podemos deixar à mercê deste ditador, por isso estamos solidários com os ucranianos, mas também com os russos, pois já são milhares os que foram presos por se manifestarem contra a guerra, bem como a comunidade russa que não tem culpa de ter um ditador à frente do seu país”, concluiu.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

Notícias do Centro | Lusa

Batalha: Trio assalta armazém para “levar” chapas e janelas

Notícia anterior

Polícia detém cidadão por ameaças à mãe e agressões às autoridades em Viseu

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Aveiro