Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram novos hidrogéis biológicos a partir de substâncias libertadas por células humanas, para aplicação na medicina regenerativa, informou hoje fonte académica.
A equipa “utilizou secretomas de células estaminais humanas, retiradas de gordura corporal, para criar materiais sem necessidade de componentes artificiais”, segundo explica uma nota de imprensa da UA.
Os hidrogéis libertam moléculas bioativas durante vários dias para estimular a migração celular e acelerar a regeneração de tecidos.
“Os testes laboratoriais demonstraram que os novos materiais superam a eficácia de suplementos biológicos comuns e permitem o ajuste da sua rigidez” revela.
A nota adianta que a tecnologia “possibilita a organização de estruturas semelhantes a vasos sanguíneos, sendo essencial para criar tecidos funcionais e tratamentos seguros”.
“Este avanço representa um passo importante no desenvolvimento de biomateriais totalmente biológicos, de origem humana, com elevado potencial de personalização e aplicação em áreas como a cicatrização de feridas, engenharia de tecidos, medicina regenerativa e terapias avançadas, podendo no futuro contribuir para tratamentos mais eficazes, seguros e naturais”, antevê a nota de imprensa.
A equipa de investigação é formada pelos investigadores Ana Santos-Coquillat, Beatriz Neves, Raquel Gonçalves, Dora Costa, João Mano e Mariana Oliveira.












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