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Seca: Almeida cria condições para abeberamento dos animais das explorações pecuárias

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O município de Almeida, no distrito da Guarda, está a criar condições para apoiar os agricultores do concelho no fornecimento de água para os animais das explorações pecuárias, disse hoje o presidente da Câmara.

Segundo António José Machado, a seca que afeta a zona raiana está a ter efeitos nas explorações pecuárias e é transversal a todo o território concelhio.

O presidente da Câmara Municipal de Almeida disse hoje à agência Lusa que no mês de abril o município iniciou um plano de apoio aos agricultores, mas, após a queda de precipitação, a iniciativa foi suspensa.

Neste momento, alguns produtores pecuários manifestam necessidade de apoio para fornecimento de água para abeberamento dos animais.

“O que estamos a preparar é alguns locais, onde há uma abundância maior de água, para eles [produtores pecuários] poderem ir fazer o abeberamento dos animais”, disse.

De acordo com o responsável, se a situação de seca se mantiver, a autarquia colocará “outro plano em funcionamento”.

A necessidade de água para a alimentação dos animais é transversal a todo o território concelhio, mas tem maior expressão nas zonas de planalto “que estão mais secas” e onde os poços de água “não conseguem recuperar”.

António José Machado disse não ter conhecimento de produtores que tencionem abandonar a atividade ou vender os animais devido à situação de seca, embora tenha garantido que “há dificuldades”.

O autarca de Almeida também vaticinou que no início do próximo ano, como as colheitas “não tiveram grande produção”, os agricultores terão necessidade de adquirir mais alimentação para os animais, o que originará custos acrescidos.

Em relação à água da rede de abastecimento público, a autarquia de Almeida, situada junto da fronteira com Espanha, ainda não teve, até ao momento, necessidade de fazer recomendações ou alertas especiais aos consumidores.

“Recentemente, reuni com o município do Sabugal, onde está a barragem do [rio] Côa. Ela está no limite de segurança, ainda podemos estar seguros, mas se as condições continuarem severas, como tem acontecido, pode haver necessidade de começarmos a fazer esses alertas”, disse.

Assinalou, no entanto, que há já “muitos anos” que o seu município alerta os habitantes para que evitem desperdícios e gastos excessivos de água nos meses de verão.

De acordo com o responsável, a autarquia tem medidas para evitar desperdícios de água na rega de jardins: “Nós diminuímos as regas, fazemos regas noturnas, evitamos fazer regas durante o dia. Esse mecanismo já o estamos a fazer todos os anos e continuamos a fazer”.

Mais de um quarto do território do continente estava no final de junho em seca extrema (28,4%), verificando-se um aumento em particular na região Sul e em alguns locais do interior Norte e Centro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O restante território estava em seca severa (67,9%) e seca moderada (3,7%).

No último dia do mês de maio, 97,1% do território estava em seca severa, 1,5 em seca moderada e 1,4 em seca extrema.

No final de junho, os valores de percentagem de água no solo continuavam muito baixos em todo o território e em especial na região interior Norte e Centro, no vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Notícias do Centro | Lusa

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