A 25.ª edição do Imaginarius, este ano rebatizado como Festival de Artes Performativas no Espaço Público, arranca hoje em Santa Maria da Feira, somando até sábado mais de 125 apresentações, dezenas de operadores gastronómicos, espetáculos acessíveis e ‘transfers’ gratuitos.
Promovido pela autarquia local com recurso a um orçamento na ordem dos 800.000 euros, esse evento do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto tem entrada livre e dará assim a conhecer 40 projetos artísticos diferentes por companhias de 16 países, levando a praças, parques e outras áreas públicas da cidade espetáculos de teatro, artes circenses, dança e música.
“A cidade está pronta para receber milhares de visitantes durante os três dias do festival”, declara à Lusa o presidente da Câmara Municipal da Feira, Amadeu Albergaria. “Temos uma equipa de 125 voluntários preparados para acompanhar o público e os mais de 200 artistas que já se encontram no recinto; temos o comércio e a restauração local perfeitamente envolvidos e enquadrados no espírito do festival, com montras decoradas e gastronomia criativa; e temos também a opção de comida de rua, com 13 veículos móveis num espaço privilegiado do recinto e 30 operadores ativos no mercado municipal, que partilhará o seu espaço com uma mostra de editoras e autores independentes”, realçou o autarca.
Amadeu Albergaria notou ainda que o Imaginarius de 2026 tem um programa “pensado para públicos com diferentes necessidades” e incluirá por isso “espetáculos em Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição, lugares de plateia acessíveis e um mapa de estímulos sensoriais”.
Os utilizadores de automóvel também foram tidos em conta: “Para facilitar o acesso ao recinto, disponibilizamos ainda um serviço gratuito de ‘shuttle’ com ligação entre o centro de congressos Europarque e o centro histórico da cidade”.
Após vários anos sob tutela exclusiva da Câmara, as escolhas do Imaginarius de 2026 resultam agora de direção artística da empresa Bússola, que para tema transversal da 25.ª edição escolheu a “resistência”.
A programação definida por Bruno Costa e Daniel Vilar inclui propostas como a instalação performativa “Thaw / Degelo”, em que a companhia australiana Legs on the Wall deixará um bloco de gelo suspenso a derreter durante oito horas consecutivas, para uma reflexão coletiva sobre a irreversibilidade do aquecimento global.
O espetáculo de teatro aéreo “ADN Odyssée Verticale / ADN Odisseia Vertical” é outro destaque do cartaz e estará a cargo do coletivo francês Transe Express, que, a 40 metros de altura, evocará epopeias individuais e desafios coletivos numa ópera eletrónica.
A companhia francesa Dyptik, por sua vez, propõe “Mirage – Un jour de fête / Miragem – Um dia de festa”, um espetáculo imersivo de dança que combinará linguagens urbanas contemporâneas com coreografias tradicionais de países do Levante como a Palestina e o Líbano.
O Imaginarius de 2026 propõe ainda espetáculos como “B-O-M!”, sobre a relação entre humanos e tecnologia; “Drop me if you dare / Deixa-me cair se te atreves”, sobre o equilíbrio entre risco e confiança mútua; “Sinapse Colapse”, sobre os efeitos íntimos de memória, colapso e continuidade; e “Mamil(a)s”, sobre preconceito e censura na atitude da sociedade perante o corpo masculino e o feminino.












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