Catarina Gavinhos, de 53 anos, professora no ensino superior, é a candidata da CDU à Câmara do Fundão e afirmou hoje que tem de ser dada maior importância a aspetos que interferem com o quotidiano das pessoas, como a mobilidade.
A professora no Instituto Politécnico de Castelo Branco apontou situações como a gestão do lixo e dos espaços verdes, a habitação, a degradação das estradas, “que não têm obras reais há demasiado tempo”, ou os transportes, tanto urbanos, como para as zonas rurais e entre cidades da região.
“Algumas das principais preocupações no Fundão têm a ver com algum abandono da política mais prática, do dia a dia”, sublinhou, em declarações à agência Lusa, a candidata da coligação que reúne o PCP e “os Verdes”.
Catarina Gavinhos mencionou a preocupação com os transportes dentro da cidade e com “a opção pelo carro ser demasiadas vezes tomada”, com o “drama do transporte rural” e a mobilidade em geral.
“Há experiências de transporte a pedido e algumas iniciativas em curso, mas a verdade é que são poucas e as pessoas cada vez mais se sentem desamparadas”.
Segundo a candidata, a CDU quer “estudar as várias possibilidades que existem” para ligar, numa rede de transportes adequada, não apenas o concelho, como o Fundão aos municípios vizinhos.
Catarina Gavinhos considerou o que está ser feito ao nível da habitação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, “indispensável”, mas frisou que se deve ir além do programa em curso para que as casas abandonadas no Fundão possam ser postas no mercado.
“Temos de pensar em alternativas para essas casas, para conseguirmos que elas cheguem ao mercado de arrendamento a preços minimamente razoáveis, que as pessoas possam efetivamente pagar”, defendeu.
A dinamização da economia é outro dos focos e, embora seja da opinião que a aposta que o município tem feito na atração de empresas ligadas à tecnologia é um bom caminho, para continuar, salientou ser importante diversificar.
“Se nós apostarmos apenas numa vertente, mais tarde ou mais cedo a coisa corre mal. Portanto, achamos que temos de apostar em diversas áreas, em diversos setores”, preconizou a eleita na Assembleia Municipal do Fundão.
Catarina Gavinhos manifestou reservas, por exemplo, quanto à monocultura e à agricultura intensiva.
Embora o programa não esteja ainda desenhado, a candidata da CDU sublinhou a necessidade de sensibilizar as entidades patronais para aumentar os salários, num concelho onde o salário médio está abaixo da média nacional, tal como a municipalização de alguns serviços.
“Gostaríamos de voltar a ter na Câmara Municipal a gestão da água, a gestão dos transportes, a gestão de algumas coisas que foram externalizadas e que funcionam pior”, frisou.
Segundo a candidata, o que diferencia a CDU das restantes propostas “é a ligação ao mundo do trabalho e às pessoas, que não pode ser perdida”.
“Não se pode gerir um concelho ignorando as coisas mais básicas do dia a dia das pessoas”, enfatizou.
A Câmara do Fundão é liderada pelo PSD desde 2001 e é presidida por Paulo Fernandes, que atinge a limitação de mandatos e não se pode recandidatar.
No Fundão, o PS anunciou o apoio à candidatura do independente Rui Pelejão, o PSD terá como candidato o atual vice-presidente da autarquia, Miguel Gavinhos, e a vereadora Alcina Cerdeira lidera o movimento independente Comunidade Com Força.











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