DestaqueMundo

Volodymyr Zelensky alerta sobre as ameaças nucleares da Rússia

0
epa09846713 A handout photo made available by the Ukrainian Presidential Press Service shows Ukrainian President Volodymyr Zelensky in Kyiv (Kiev), Ukraine, 24 March 2022, addressing the participants of the Group of Seven (G7) Leaders meeting in Brussels, Belgium. The day marks one month since the beginning of the full-scale invasion of Ukraine by Russian forces. EPA/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT -- MANDATORY CREDIT: UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE -- HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que o aumento da ameaça nuclear russa no quadro da guerra na Ucrânia põe em perigo a segurança global, dirigindo-se aos deputados do Parlamento da Austrália. 

“Durante dezenas de anos não houve ameaça de um ataque nuclear como a que temos agora, porque os propagandistas russos discutem abertamente a possibilidade do uso de armas nucleares contra aqueles que não querem submeter-se às ordens (da Rússia)”, disse Zelensky num discurso transmitido em direto e com tradução simultânea perante os parlamentares australianos.

“O país que usa a chantagem nuclear deveria ser alvo de sanções, o que poderia demonstrar que essa chantagem é destrutiva para o próprio chantagista”, assinalou Zelensky.

Na transmissão por videoconferência, o chefe de Estado da Ucrânia pediu ajuda à Austrália no sentido de intensificar as sanções contra Moscovo, e pediu igualmente equipamento militar, nomeadamente veículos.

“Vocês têm bons veículos blindados, Bushmasters (de fabrico australiano) que podiam ajudar a Ucrânia de forma substancial, e outro equipamento”, pediu o chefe de Estado da Ucrânia.

Anteriormente, o primeiro-ministro do governo de Camberra, Scott Morrison, anunciou que a Austrália vai doar mais 25 milhões de dólares australianos (16,7 milhões de euros) para ajuda militar à Ucrânia.

O montante anunciado hoje junta-se aos 156 milhões de dólares australianos (111 milhões de euros) que Camberra já enviou para Kiev, além do material militar (letal e defensivo).

A Austrália impôs uma série de sanções contra a Rússia e a Bielorrússia, país aliado de Moscovo, em condenação contra a invasão da Ucrânia.

Zelensky, no mesmo discurso, recordou ainda o derrube do avião comercial MH17 pelas forças pró-russas em território ucraniano, em julho de 2014, em que morreram 298 pessoas, na maioria de nacionalidade holandesa e australiana.

“Se tivéssemos castigado a Rússia pelo que fez… não teria havido invasão”, disse o chefe de Estado ao Parlamento da Austrália.

Zelensky mantém os contactos que está a estabelecer com os parlamentos dos Estados Unidos, Reino Unido, países da União Europeia, entre outros.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.189 civis, incluindo 108 crianças, e feriu 1.901, entre os quais 142 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Notícias do Centro | Lusa

Mealhada recebe Festival Intermunicipal de Bandas Filarmónicas

Notícia anterior

Seia testou plano de emergência com acidente de autocarro na Serra da Estrela

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Destaque