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Presidente cubano Miguel Díaz-Canel chega à China para visita de dois dias

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O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chega hoje à China para uma visita oficial de dois dias, cuja agenda não foi divulgada, mas que supõe um encontro com o homólogo chinês, Xi Jinping.

Díaz-Canel vai aterrar em Pequim oriundo da Turquia, na última paragem de um périplo internacional, que incluiu também visitas à Argélia e Rússia, numa altura em que a ilha atravessa um dos piores momentos económicos das últimas décadas, devido a uma grave crise energética.

A deslocação à China do Presidente cubano e da sua comitiva ocorre num ‘circuito fechado’, no qual os visitantes não têm contacto com o mundo exterior, em cumprimento com as medidas altamente restritivas de prevenção epidémica vigentes na China.

Foi neste tipo de “bolha” que se realizou a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, no início deste mês.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning destacou, no início desta semana, que Díaz-Canel é o primeiro líder da América Latina e do Caribe a visitar o país asiático, após o 20º Congresso do Partido Comunista da China (PCC), que se realizou em outubro passado, e no qual Xi Jinping obteve um terceiro mandato, quebrando com a tradição política das últimas décadas na China.

“Estamos confiantes de que a visita vai injetar um novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-cubanas e impulsionará novos progressos na nossa amizade e cooperação”, acrescentou.

O embaixador de Cuba na China, Carlos Miguel Pereira, escreveu na rede social Facebook que Díaz-Canel “vai honrar os heróis chineses” e destacou que, após 62 anos de relações diplomáticas ininterruptas, os laços bilaterais “atingiram a plena maturidade”.

“Esta nova visita serve para validar os laços entre os nossos países, como exemplo de apoio mútuo entre nações em desenvolvimento e de cooperação solidária entre países socialistas”, apontou o diplomata.

A delegação cubana, a mais importante a deslocar-se ao estrangeiro desde o início da pandemia, é integrada pelos vice-primeiros-ministros Ricardo Cabrisas e Alejandro Gil, bem como os responsáveis pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros, Comércio Externo, Energia e Saúde Pública.

Cuba foi, em 1960, o primeiro país latino-americano a estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China, fundada em 1949. Pequim tem tradicionalmente apoiado Havana em fóruns internacionais como as Nações Unidas, nos quais pediu o levantamento do embargo norte-americano.

Notícias do Centro | Lusa

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