Oliveira de Azeméis vai apoiar grupos desfavorecidos com 5,2 milhões de euros até 2025, revelou hoje essa autarquia do distrito de Aveiro, propondo-se criar espaços mutissensoriais para portadores de deficiência e um sistema de transporte entre freguesias.
Esses são dois dos 16 projetos abrangidos pelo financiamento que a Área Metropolitana do Porto (AMP) viabilizou no âmbito do seu Plano de Ação das Operações Integradas do Território de Intervenção (PAOITI), que reservou um total de 24,3 milhões de euros para os seus cinco concelhos mais a sul – entre os quais também Arouca, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Vale de Cambra.
Entre os 5,2 milhões destinados a Oliveira de Azeméis também se incluem verbas para projetos partilhados, mas, seja no caso das ações individuais ou das intermunicipais, fonte oficial da Câmara diz que o objetivo comum é “minorar as fragilidades de grupos da população mais vulneráveis e, em paralelo, mitigar fragilidades que foram acentuadas pela pandemia”.
O período de execução das referidas ações “inicia-se de imediato e terá que estar concluído até ao final de 2025”, sendo que, no que se refere às 16 iniciativas exclusivas para Oliveira de Azeméis, 14 serão concretizadas pela própria autarquia e duas outras serão desenvolvidas por entidades da rede social local.
A mesma fonte da Câmara revela que um dos grupos apoiados pelo PAOITI será a população com deficiência e dificuldades cognitivas, e, nesse contexto, anuncia “a criação de espaços multissensoriais” com terapêuticas específicas para essa comunidade – assim como novas respostas para os cuidadores informais, “nomeadamente a garantia do seu descanso”.
Também visando mais qualidade de vida, mas transversal a diferentes públicos-alvo, há a intenção de criar “um transporte flexível entre as freguesias”, que facilite “o encurtamento de distâncias” e a deslocação de idosos, agilizando o acesso ao centro do concelho e a espaços públicos como as unidades de saúde.
Outro projeto anunciado pela autarquia no âmbito do PAOITI é a criação de um “polo multigeracional que permita a prática cultural, o lazer e a vivência comunitária” entre diferentes franjas da população.
Concretamente no que se relaciona com a comunidade sénior, há cinco ações previstas: a implementação de um programa de prática desportiva, dois projetos para reforço da oferta de atividades de lazer e cultura, e dois outros destinados a prevenir doenças mentais e combater demências.
No outro extremo etário da população, para crianças e jovens, a Câmara vai apoiar “um projeto na área da mediação familiar”, outro de intervenção pela arte e um terceiro de “capacitação de competências sociais, pessoais e emocionais para a promoção do sucesso educativo e a mitigação da agressividade, da violência, das dependências e do ‘bullying’”.
Quanto às ações partilhadas entre os municípios do sul da AMP serão no domínio da saúde e da violência doméstica: no primeiro caso, o projeto intermunicipal chama-se “CHEDV em Movimento” e envolve o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga, que irá recorrer a uma unidade móvel para realizar exames de diagnóstico em locais mais próximos da população, nomeadamente na área de oncologia; no segundo, o objetivo é reforçar a atuação regional da unidade de apoio a vítimas de violência doméstica que já funciona a partir de Santa Maria da Feira.












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