Castelo Branco

Mau tempo: Proença-a-Nova lança campanha para criar rede de apoio a pessoas isoladas

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A Câmara de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, está a promover uma campanha de angariação de fundos para implementar uma rede de apoio a populações isoladas em situações de emergência.

A iniciativa surge na sequência dos impactos provocados pelas tempestades recentes, em particular pela depressão Kristin, que evidenciaram uma maior condição de vulnerabilidade de várias localidades do concelho de Proença-a-Nova a períodos prolongados sem energia, comunicações ou acessos.

A campanha RAPIdeProença – Rede de Apoio a Pessoas Isoladas de Proença‑a‑Nova já se encontra ativa na plataforma de financiamento colaborativo PPL, onde irá permanecer até 04 de agosto, para angariar 74.120 euros para a implementação de uma rede municipal de proximidade destinada a apoiar populações isoladas em situações de emergência.

“O projeto prevê a criação de uma rede municipal descentralizada, articulando o município, as juntas de freguesia e cerca de 75 associações locais, garantindo que a resposta de emergência não depende exclusivamente dos meios centrais”, revelou a Câmara de Proença-a-Nova.

A estrutura operacional integra 15 equipas de voluntários (30 elementos), formadas e equipadas para atuar rapidamente no terreno, reforçando a capacidade de apoio direto às populações.

Entre as ações previstas, destacam‑se a criação e capacitação das equipas de proximidade, a disponibilização de 300 ‘kits’ de apoio pré‑posicionados nas associações, a aquisição de oito telefones satélite e dois sistemas Starlink para garantir comunicações mesmo em falha total de rede, e a distribuição de seis minigeradores portáteis para assegurar autonomia energética em pontos estratégicos do território.

Segundo o município, as equipas serão ainda equipadas com mochilas operacionais e material de primeiros socorros.

O investimento global do projeto é de 74.120 euros, distribuído por componentes como formação e capacitação, equipamento das equipas, ‘kits’ de apoio à população, comunicações de emergência e autonomia energética.

A execução do projeto irá decorrer ao longo de seis meses, incluindo preparação, aquisição de equipamentos, formação dos voluntários e implementação final no terreno.

Com esta campanha, o município de Proença-a-Nova visa o reforço da capacidade de resposta local em cenários de isolamento, melhoria da coordenação em emergência, aumento da resiliência comunitária perante falhas de energia e comunicações e valorização do papel das associações e das freguesias como estruturas de proximidade.

A campanha pode ser consultada em https://ppl.pt/RAPI.

A Câmara de Proença-a-Nova realçou ainda que num território com mais de 100 localidades dispersas, muitas delas em zonas rurais e de difícil acesso, as situações de catástrofe “podem representar riscos significativos para pessoas que vivem sozinhas ou em locais remotos”.

Notícias do Centro | Lusa

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