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Mangualde desafia munícipes a criarem comunidades de energia renovável

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A Câmara de Mangualde está a desafiar os seus munícipes a organizarem-se para criarem comunidades de energia renovável, para pouparem na fatura mensal e começarem a transição das energias limpas, disse hoje à agência Lusa o vice-presidente.

“A Comunidade de Energia Renovável faz parte da estratégia do município em acelerar a transição energética, permitindo que se criem condições para o uso de energias renováveis verdes e limpas”, assumiu João Pedro Cruz.

Com isto, continuou, a autarquia também pretende “concorrer para a aceleração da descarbonização com ganhos e benefícios económicos e sociais para a comunidade” mangualdense.

Neste sentido, na segunda-feira, o auditório da Câmara Municipal acolhe, pelas 21:00, uma sessão pública de apresentação do projeto Comunidade de Energia Renovável (CER) para cidadãos e comerciantes.

“Temos neste momento três projetos em marcha. A CER para uma comunidade rural, um segundo para uma comunidade industrial e, agora, vamos fazer para a cidade de Mangualde para que os cidadãos se organizem para criar a CER”, disse.

Esta terceira comunidade, adiantou o vice-presidente da autarquia, destina-se aos moradores, comércio e serviços para que “se juntem e criem uma associação para produzirem a sua própria energia, uma energia verde produzida por painéis fotovoltaicos”.

“Essa energia será produzida localmente, consumida pelos associados da comunidade e, todos os excessos de produção são partilhados por esses mesmos membros da comunidade”, avançou o responsável.

João Pedro Cruz disse que as CER “têm vantagens económicas e sociais muito claras”, como, por exemplo, “uma poupança na fatura energética e, nos tempos que correm, é uma poupança bastante importante”.

Esta poupança na fatura da energia, explicou, “é muito importante não só para moradores como para o comércio e serviços para aumentarem a sua competitividade” e, para integrarem uma CER “há vários modelos” de investimento.

“Um é aderir à CER sem necessidade de um investimento inicial, porque pode ser feito com investidores que se queiram associar ao projeto e as pessoas acabam por amortizar na fatura o investimento e, mesmo assim, conseguem uma poupança que pode andar entre os 20% e os 30%”, referiu.

Outro dos modelos, “é fazer o investimento inicial e, aí, a poupança na fatura da energia é muito maior, poderá ser até aos 50%, ou seja, há vantagens claras na poupança da fatura”, sendo que a escolha do modelo e a adesão à CER “é totalmente livre”.

“Nós vamos ter uma unidade de produção de autoconsumo (UPAC), ou seja, vamos ter um espaço destinado à colocação dos painéis fotovoltaicos, mediante o levantamento que vai ser feito pelas faturas do consumo de energia das pessoas”, explicou.

Após o levantamento “dos consumos e necessidades da comunidade é que serão instalados os painéis fotovoltaicos e a produção de energia é para autoconsumo, para cada um dos elementos e toda a produção em excesso é partilhada pela comunidade”.

“A Câmara ​​​​​​​é o dinamizador e promotor do projeto, depois, no futuro, cada comunidade terá o seu órgão de gestão próprio, que vai monitorizar a produção energética e gerir todo o processo dentro da própria comunidade”, concluiu João Pedro Cruz.

Notícias do Centro | Lusa

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