Leiria

Leiria: PSP abriu processo a chefe acusado de violência doméstica quatro dias após detenção

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 A PSP abriu um processo disciplinar a um polícia, que chegou a chefiar uma unidade de violência doméstica nesta força de segurança, quatro dias após ter sido detido por maus-tratos e ameaças à mulher e aos sogros.

De acordo com a informação avançada hoje à Lusa pela PSP, “por despacho de 20 de março de 2025, foi determinada a instauração de processo disciplinar ao referido elemento policial”, quatro dias depois da sua detenção pela PSP de Leiria e de lhe ter sido aplicada a medida de coação de prisão domiciliária com vigilância eletrónica.

O referido processo disciplinar está no Comando Metropolitano de Polícia de Lisboa (Cometlis) e encontra-se a aguardar decisão judicial, “motivo pelo qual não foram até ao momento realizadas diligências instrutórias relevantes”, acrescentou ainda a PSP na informação enviada esta manhã.

Atualmente em prisão domiciliária, o chefe da PSP foi acusado de um crime de violência doméstica agravado, nove crimes de ameaça, três crimes de introdução em lugar vedado ao público e um crime de ofensa à integridade física.

Este arguido chegou a exercer funções de chefia na unidade da PSP que dá apoio a vítimas de violência doméstica e, segundo as informações prestadas hoje à Lusa, à data dos factos, o chefe da PSP “já não se encontrava a prestar serviço no RIAV [Resposta Integrada de Apoio à Vítima]”.

De acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público acredita que este chefe da PSP ameaçou a mulher e os sogros e sublinhou que, neste momento, a vítima “vive em constante sobressalto, temendo justificadamente que o denunciado a mate, bem como que mate os seus pais”.

Ao longo das 30 páginas desta acusação, o Ministério Público deixa claro que o chefe da PSP “infligia maus-tratos psicológicos à sua mulher, causando-lhe um estado de humilhação, ansiedade e medo permanentes”.

“Tu ainda vais ser como os cães de Pavlov. Quando eu olhar para ti de determinada maneira, já sabes o que é para fazer”, terá dito o chefe da PSP à sua mulher.

Ou ainda: “Vais ver o que vou fazer à tua família” e “no outro dia sonhei que vos regava com gasolina, vocês a suplicar pela vida”.

A acusação descreve ainda que, no dia em que elementos da PSP se deslocaram a casa do casal para recolher as armas que detinha, uma vez que se encontrava de baixa psiquiátrica, este terá recusado e voltado a ameaçar a mulher.

“Mesmo que levem as armas, existem sempre as armas brancas, as facas!”, indicou o Ministério Público. “Vou-me matar, mas não vou sozinho”, acrescentou.

A acusação deste chefe da PSP foi noticiada na terça-feira pelo jornal Expresso.

Notícias do Centro | Lusa

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