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Há (mais) barcos tradicionais para ver na praia da Nazaré 

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A exposição de embarcações tradicionais da Nazaré aumentou o seu espólio com a instalação do Barco do Candil “Amor de Filhos” no espaço em frente ao Centro Cultural da Nazaré (antiga lota), que integra o Museu (vivo) do Peixe Seco.

Esta embarcação, apresentado no domingo, 12 de maio, ao público, foi utilizada para a pesca local artesanal, especificamente para a pesca do candil, uma técnica tradicional da Nazaré, que ocorre à noite, utilizando as redes de cerco e luz de candeio para atrair carapau, sardinha e petinga.

Pertencente a Eduardo Veríssimo Chalabardo, foi doado pela família à Câmara Municipal para integrar a exposição de embarcações tradicionais ali existente.

Eduardo Chalabardo nasceu a 20 de setembro de 1936. Participou nas viagens de pesca ao Bacalhau nos bancos da Terra Nova, como muitos outros habitantes, durante o Estado Novo, sendo presença nas campanhas, sazonais, que se estendiam de abril a novembro de cada ano [trabalho duro, com poucas condições de higiene, salubridade, e jornadas que se podiam estender até às 20 horas de trabalho]. Foi membro do Grémio dos Armadores de Navios de Pesca do Bacalhau. Faleceu a 22 de agosto de 2021, aos 84 anos da idade.

Esta doação homenageia o pescador bem como a sua contribuição para a história da pesca na Nazaré.

“Amor de Filho” junta-se às embarcações tradicionais “Nossa Senhora dos Aflitos”, “Mimosa”, “Perdido”, “Vagos”, “Ilda”, “Três Irmãos Leais” e “Sol da Vida”, todos ícones representativos da identidade e da história do concelho, associada ao mar. 

A mostra das antigas embarcações existe desde 2015.

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