A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos celebrou 89 anos de existência no sábado, 18 de maio, mas fez a festa no dia 19 de maio, com um sabor muito especial.
A preceder a habitual Sessão Solene, ocorrida logo pela manhã no Quartel dos Bombeiros, foi inaugurado o Monumento de Homenagem ao Bombeiro oferecido pelo Município de Figueiró dos Vinhos àquela Associação.
“Um gesto simbólico mas de profundo reconhecimento, que pretende materializar e perpetuar o apoio e agradecimento, da nossa comunidade, a este tão nobre grupo de cidadãos. Um gesto que podemos dirigir a todos os bombeiros deste país, mas que dedicamos, especialmente, aos homens e mulheres que fazem parte da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, que, sobre a premissa “Vida por Vida”, são, continuadamente, exemplos de abnegação, coragem, dedicação, competência e zelo.”
As palavras proferidas durante a Sessão Solene por Jorge Abreu, Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, foram o resumo de um sentimento geral vivido por todos os presentes e que se propagou durante todo o evento: a oferta daquele Monumento é um ato justo e mais que merecido a um grupo de bombeiros e bombeiras que tudo faz em prol da comunidade, sem qualquer interesse a não ser ajudar e salvar vidas.
O Monumento, situado junto à Biblioteca Municipal e na frente do Quartel dos Bombeiros, foi realizado por Carolyn Morton, escultora britânica a residir na região há 12 anos.
A escultora, também presente na cerimónia, afirma que “fazer uma escultura é como contar uma história. A história dá vida à escultura e torna-a mais do que, apenas, uma figura. A ideia era que a escultura mostrasse um Bombeiro a regressar de um trabalho bem feito. Eu precisava entender como é que um Bombeiro se sentiria depois de um trabalho desses, e, por isso, falei com o Comandante Jorge e ele disse-me: ‘Alívio. Sentimo-nos muito aliviados quando um trabalho corre bem.’ Isto deu-me a chave para o cerne do trabalho, é a inspiração para o seu rosto e para todo o seu comportamento: Ele tira o capacete e as luvas, abre o zíper da jaqueta e olhando para o quartel, está a sentir-se muito aliviado.”









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