O Festival Multiverso, focado na criação musical e artística experimental contemporânea, com especial foco na eletrónica e nas artes digitais, decorre de 28 de fevereiro a 07 de março, em Castelo Branco, Fundão e Covilhã.
O Multiverso surge como forma de assinalar os 20 anos da licenciatura em Música Eletrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas (Esart) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), contando ‘performances’ de vários docentes e alunos, bem como de ex-docentes e ex-alunos e de artistas que estiveram de algum modo ligados a esta formação.
Rui Dias é coordenador da licenciatura e também o diretor artístico deste primeiro festival, cuja designação “faz sentido, porque integra várias dimensões que muitas vezes estão separadas”, mas que “aqui se cruzam”.
O coordenador assume que a sua motivação “foi celebrar estes 20 anos, para destacar o curso e o trabalho realizado em termos de música eletrónica (não no sentido de música de dança, mas na sua vertente experimental), das tecnologias digitais e partilhar isso com os albicastrenses”.
O festival foi pensado por isso para Castelo Branco, onde está a Esart, “mas chamou a atenção dos programadores culturais do Fundão e Covilhã, que se associaram ao evento, o que foi muito bom, porque a ideia de criar um evento que atravessa as três cidades é muito interessante, além de ser também uma forma dos alunos perceberem a importância do curso e as potencialidades que tem”.
O Multiverso “apresenta no seu programa linguagens diferentes, que exploram de alguma forma a utilização da eletrónica, sendo uma mostra de todas as vertentes que o curso aborda”, afirma Rui Dias, reiterando que “o programa é um espaço de encontro e partilha em torno das práticas artísticas contemporâneas, contribuindo para a valorização da criação experimental, além de promover o encontro entre o meio artístico, académico e científico da Beira Interior”.
O público pode contar com “concertos, performances, instalações e concertos acusmáticos, cruzando diferentes linguagens da criação contemporânea”. Parte da programação é de acesso gratuito, “reforçando a abertura do festival a públicos diversificados”.
O programa é vasto, variado e para Rui Dias é difícil destacar um evento. “Custa-me estar a pôr uma distinção de importância entre uns e outros, porque todos têm o seu mérito”, sublinha.
Do programa constam a performance “Solo”, de Diogo Alvim, o Concerto Acusmático 1, 2 e 3, “Poplisses”, de Silvana Ivaldi, “Strata” de Joana Gama e Luís Fernandes, “Concerto para Olhos Vendados”, de Luís Antero, Luís Salgado + Jorge Queijo, “Variações sobre inquietação”, de Joana Sá, “Genera of Birds” de Made of Bones, Drumming GP e Carlos Guedes com “Time Poetries”, “Multiverso”, de EME, “Na Pele da Terra”, de Mário Barreiros, “Sistema Sonar”, “IO”, de Blackoyote, “Vultures in a Quantum Space”, de Rita Silva, “URB remixed”, de Miguel Urbano, e “Red Spectrum” de Boris Chimp 504.
Estes eventos passam pelo Cine-Teatro Avenida, Fábrica da Criatividade e Café Com Leite, em Castelo Branco, pelo edifício A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, e pelo Teatro Municipal da Covilhã.
Com produção da Bipolar – Associação Cultural, o festival tem coprodução das câmaras municipais de Castelo Branco, Covilhã e Fundão, e a parceria do IPCB e das associações culturais Terceira Pessoa e Sonoscopia.













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