Aveiro

Europarque a recuperar lotação depois de pandemia lhe ter prejudicado “o melhor ano”

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O Centro de Congressos Europarque prevê recuperar em 2022 a ocupação que, se não fosse pela pandemia, lhe teria proporcionado em 2020 o seu “melhor desempenho de sempre”, revelou hoje a Câmara de Santa Maria da Feira.

A análise do presidente dessa autarquia do distrito de Aveiro resulta do facto de 2020 ter sido “o ano com mais eventos agendados” para o referido centro de congressos desde que, em 2015, o Estado confiou a gestão desse equipamento ao Município da Feira, por um período renovável de 50 anos.

“Nunca tivemos tantos eventos marcados num único ano e em 2020 teríamos tido o nosso melhor desempenho de sempre se a covid-19 não nos tivesse obrigado a cancelar essas reservas ou adiá-las”, declara Emídio Sousa à Lusa.

A principal atividade desenvolvida nesse espaço ao longo do ano passado foi a relacionada com a vacinação dos cerca de 140.000 habitantes do concelho, mas, uma vez levantadas as restrições sanitárias à concentração de pessoas, o centro de congressos voltou a receber marcações e “já tem ocupação até março de 2022”.

O presidente da câmara – e, como tal, responsável máximo da empresa municipal Feira Viva, que assume a gestão executiva do Europarque – adianta: “A procura tem sido tão grande que até nos está a surpreender. Só para os meses de novembro e dezembro temos já 32 eventos confirmados e outros 14 em reserva”.

Acrescentando que “para 2022 também já estão mais de 100 programados”, o autarca afirma que, a manter-se essa tendência, o centro de congressos “chegará aos 200 eventos por ano, que era o seu nível de ocupação antes da pandemia”.

Desse calendário de ações – com audiências individuais de 50 a 3.000 pessoas – constam não apenas encontros institucionais, mas também concertos, espetáculos de ‘stand-up comedy’ e produções para o público infantil.

Quanto à dimensão dessas iniciativas, “28% envolvem uma participação de 500 a 3.000 pessoas e 72% são para menos de 500 participantes”.

Feitas as contas à receita e despesa, Emídio Sousa admite, contudo, que o saldo “ainda não está equilibrado”. Ainda assim, antecipa: “Manter o Europarque custa 600.000 euros por ano e, se tudo se mantiver como previsto nesta fase, contamos ter as contas equilibradas em 2023”.

Entretanto, Câmara e Feira Viva preparam-se para avançar com arranjos no exterior do centro de congressos, nomeadamente com trabalhos de pavimentação que já foram adjudicados e deverão começar nas próximas semanas.

“Além disso, ainda temos o projeto de reabilitação do edifício principal, que precisa de algumas obras, sobretudo ao nível da eficiência energética, e é provável que essa empreitada ainda se faça neste mandato”, conclui.

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