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Estudantes de Leiria participam em maratona de ideias para desenvolver projetos de inovação social

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Cinquenta estudantes do Politécnico de Leiria, divididos por 10 grupos, participaram em mais uma edição da “Hackathon 100% In®”, uma iniciativa que visa promover o desenvolvimento de propostas de Inovação Social, com dimensões tecnológicas e criativas, para a melhor inclusão de Estudantes com Necessidades Específicas, a partir da apresentação de respostas a desafios colocados, através da dinâmica de uma maratona de ideias com a duração de 24 horas.

Promovida em parceria com o Instituto Padre António Vieira (IPAV), no âmbito do projeto “100% In®”, a iniciativa decorreu nos dias 5 e 6 de maio, na cantina 3 do campus 2 do Politécnico de Leiria.

Nesta edição os estudantes desenvolveram projetos para responder a desafios em três áreas, nomeadamente Comunicação, Acessibilidade Física e Informática e Tecnologia, tendo sido premiados os dois melhores projetos de cada categoria.

No desafio da Comunicação pretendia-se o desenvolvimento de uma campanha de comunicação, mobilizadora da comunidade académica para a inclusão integral de estudantes com necessidades específicas, tendo o primeiro prémio sido atribuído ao projeto “Bee Conscious”.

O projeto pretende educar a comunidade académica e a sociedade em geral relativamente aos entraves presentes na comunicação com pessoas com necessidades específicas, promovendo a comunicação e entreajuda como algo essencial e natural através da língua gestual, braille, escrita fácil, pictogramas, caligrafia adequada. O “Bee Conscious” foi desenvolvido pela equipa composta por Maria Pinto, Inês Martins, Carmen Yanes e Magda Alves.

Já o segundo lugar na categoria Comunicação foi conquistado pela equipa constituída por Débora Pacheco, Inês Quintas, Marisa Carreira e Ana Pinto, com o projeto “No Politécnico de Leiria cabemos todos”.

Por sua vez, o desafio de Acessibilidade Física visava a apresentação de propostas de intervenção em espaço de convivialidade, de forma a garantir que todos os espaços partilhados são acessíveis, em interior e exterior. Neste desafio venceu a equipa com o projeto “E-See”, que se destina a implementar placas guias para pessoas com incapacidade visual, nos espaços do Politécnico de Leiria, de modo a melhorar o seu bem-estar e qualidade de vida. A equipa foi composta por José Vásquez, Olayiwola Akanmu, Rodrigo Amorim, Marcelo Hernandez, Joana Gomes e Eduardo Marques. “Conviverde” foi o projeto que ficou em segundo lugar, tendo sido desenvolvido pela equipa composta por Maria Carolina, Tatiana Ferro, Maria Santos, Raquel Vicente e Tiago Passarinho.

O desenvolvimento de um modelo de uma ferramenta ou aplicação (software) de orientação espacial nos campi para estudantes cegos ou com baixa visão era o objetivo do desafio de Informática e Tecnologia, onde saiu vencedor o “Walk to See”, destinado ao desenvolvimento de autonomia nas pessoas com incapacidades visuais dentro dos espaços académicos do Politécnico de Leiria. O projeto foi desenvolvido pela equipa de Rafael Mendes Pereira, Fábio Gaspar, Carlos Costa, Daniel Cabrera, Tiago Baptista e Daniel Carreira.

O segundo lugar foi conquistado pela equipa composta por José Pereira, André Lopes das Neves, Diogo Pires, Rui Figo, Diogo Salgueiro e Loiane Orbolato, com o projeto “Eye Move”.

“Quero dar um cumprimento especial aos estudantes. No Politécnico de Leiria temos visão estratégica e ambição, e já no plano estratégico 2020 tínhamos a Inovação Social como fator estratégico e único em Portugal, tendo sido feito um investimento muito grande nesta área. Somos investidores sociais de uma incubadora de Inovação Social e acreditamos muito nesta área, não só do ponto de vista da formação, mas também da inovação e da investigação com impacto. Mas a verdade é que podemos ter isto tudo do ponto de vista estratégico e ter as melhores ideias do mundo, mas sem atores que queiram experimentar e construir esta mudança, nada feito. E esses atores são, precisamente, os nossos estudantes”, afirmou o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, durante o encerramento da maratona, que decorreu na sexta-feira, dia 6 de maio, ao final da manhã.

“Ao trabalharem nestes desafios, estão a trabalhar também para vocês. Não tenho dúvidas que saem daqui com melhores competências técnicas e científicas, mas sobretudo humanas. Os prémios aqui não contam nada. O espírito da competição é importante, na verdade, pois espevita-vos para terem o melhor projeto. Mas são todos vencedores. Tenho a certeza que só com este compromisso que vocês aqui demonstraram conseguiremos ter uma sociedade mais coesa, justa e plural”, defendeu Rui Pedrosa, salientando ainda que “o Politécnico de Leiria é hoje uma instituição de ensino superior melhor, precisamente por isto que aconteceu aqui durante 24 horas”.

Por sua vez, o pró-presidente do Politécnico de Leiria para a área de Estudantes, Cidadania e Responsabilidade Social começou por destacar a “sessão riquíssima do ponto de vista das ideias e da partilha”.

“É bom sabermos que temos esta geração, com uma mentalidade completamente aberta para a Inclusão, para não deixarmos ninguém para trás. Queremos contar convosco em próximas edições, que seguramente vão continuar para além daquilo que é o projeto ‘100% in®’. O projeto termina no final deste ano, mas a ideia é que deixe rasto positivo na nossa comunidade e, idealmente, que seja replicado pelas instituições. São estes os objetivos destes projetos: testá-los no terreno, para depois replicá-los como sendo boas práticas. E este vosso envolvimento durante esta atividade é, seguramente, um bom exemplo de uma boa prática”, enalteceu Miguel Jerónimo.

Na “Hackathon 100% in®” puderam participar estudantes, professores, investigadores, técnicos e administrativos do Politécnico de Leiria, tendo os elementos sido integrados numa equipa estruturada pela organização do evento. No início da maratona, as equipas foram dispostas por “ilhas” de trabalho por equipa. Após as boas-vindas, com o desafio escolhido, cada equipa definiu a sua estratégia de trabalho tendo em vista a apresentação final, numa intervenção oral, com o suporte visual da solução que propõe.

No desenvolvimento dos seus trabalhos, as equipas puderam consultar todos os recursos que entenderam, através da internet ou de outro canal de telecomunicações. As iniciativas apresentadas foram avaliadas por um júri, constituído para o efeito e com especialistas de diferentes áreas. A cada membro das equipas vencedoras nos diferentes desafios foi atribuído um “Vale Politécnico de Leiria”, no valor de 100 euros, com os elementos das equipas que conquistaram o segundo lugar a receberem um vale no valor de 50 euros. Tendo em conta a qualidade dos projetos desenvolvidos, o júri decidiu atribuir menções honrosas a todos os projetos, traduzindo o verdadeiro espírito inclusivo do projeto 100% in®.

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