A Câmara da Covilhã vai instituir o Dia Municipal da Cultura, que será assinalado a 8 de novembro, coincidindo com a data em que passou a Cidade Criativa da UNESCO na área do ‘design’.
A decisão de assinalar esta data já foi aprovada em reunião do executivo deste município do distrito de Castelo Branco e visa marcar o dia no calendário municipal e dedicá-lo à cultura.
“[É um dia] para colocarmos mais ênfase na cultura e também para continuarmos a valorizar, através de uma efeméride local, esta pertença a uma rede como a da UNESCO”, apontou a vereadora com o pelouro da Cultura, Regina Gouveia.
A data será assinalada, acrescentou, com um programa específico, que visa promover o “envolvimento da comunidade” em relação à cultura e o “sentimento de pertença” relativo a um “desafio superado”.
“Queremos continuar a valorizar a cultura e a considerar a cultura como um fator estratégico de desenvolvimento sustentável, e um dia marcante como este pode também assinalar esse objetivo a cada ano”, afirmou.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) anunciou, no dia 08 de novembro, que a Covilhã e Santa Maria da Feira estão entre as 49 novas entradas na Rede das Cidades Criativas da UNESCO.
O plano apresentado pela Covilhã tem como compromisso colocar a cultura e a criatividade no centro do desenvolvimento urbano sustentável, compartilhando conhecimento e boas práticas a nível internacional.
Criada em 2004, a Rede das Cidades Criativas (Creative Cities Network, UCCN na sigla em inglês) engloba atualmente 295 cidades em 90 países, que estão a investir na cultura e na criatividade – nas áreas de artesanato e arte popular, ‘design’, cinema, gastronomia, literatura, artes de ‘media’ e música – para ter impacto no desenvolvimento urbano sustentado.
“É preciso desenvolver um novo modelo urbano em cada cidade, em conjunto com os seus arquitetos, urbanistas, arquitetos paisagistas e cidadãos”, sublinhou a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, ao anunciar a integração das novas cidades.
Em Portugal, a Rede de Cidades Criativas inclui já Amarante, Idanha-a-Nova e Leiria (música), Óbidos (literatura), Barcelos e Caldas da Rainha (artesanato e artes populares), e Braga (artes digitais).












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