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Concurso Melhores Vinhos do Dão com “muito mais” medalhas de ouro do que de prata

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A edição deste ano do concurso ‘Os Melhores Vinhos do Dão’ premiou com “muito mais” medalhas de ouro do que de prata os vinhos da região e o eleito principal foi o Villa Oliveira Vinha das Pedras Altas Tinto 2016, do Abrigo da Passarella.

O Villa Oliveira Vinha das Pedras Altas Tinto 2016, do Abrigo da Passarela, sub-região Serra da Estrela, foi eleito o melhor vinho a concurso na edição XIII Concurso ‘Os Melhores Vinhos do Dão’.

Entre os 140 vinhos do Dão colocados à prova, 26 receberam medalha de ouro e, destes, 12 são da sub-região Serra da Estrela, a sub-região das sete do Dão que mais vinhos medalhados recebeu nesta edição.

Houve também cinco medalhas de platina: Tesouro da Sé Private Sellection Branco 2017 (UDACA), Vila Oliveira Vinha das Pedras Altas Tinto 2016 e Casa da Passarela A Descoberta Rosado 2021 (ambos de O Abrigo da Passarela), Casa de Santar Vinha dos Amores Encruzado 2017 (Sociedade Agrícola de Santar) e Quinta do Cerrado Espumante Reserva Rosé 2016 (União Comercial da Beira).

“De todos os vinhos a concurso, só 30% é que podem ter medalhas. E se nesses 30% houver muitas pontuações muito elevadas, acaba por haver muito mais medalhas de ouro e menos de prata e foi o que aconteceu este ano”, justificou o presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão).

Arlindo Cunha destacou ainda a sub-região Serra da Estrela por, nesta edição, ter sido a mais medalhada, o que “corrobora de que aquela sub-região é de excelentes vinhos”.

“Temos vinhos até 700 metros de altitude, o que é notável. Temos vinhos muito frescos, quer brancos, quer tintos, vinhos com muita elegância e com uma bela matriz dos vinhos do Dão”, apontou.

O presidente da CVR sublinhou ainda à agência Lusa que “todos os vinhos, no geral, tiveram uma pontuação muito elevada” e destacou a “exigência dos produtores, cada vez maior, para produção de vinhos de qualidade, porque já perceberam que este mercado é altamente competitivo”.

“Para se ter sucesso, a primeira coisa que tem de se ter é a qualidade. Os produtores estão cada vez mais cuidadosos e atentos à qualidade do vinho e apresentam cada vez mais o melhor vinho da sua produção”, apontou.

Neste sentido, “os produtores levam a concurso vinhos de várias idades e, eles próprios, vão à garrafeira escolher o que entendem ser o melhor e, por isso é que, este ano, houve muito mais medalhas de ouro, o que obrigou a reduzir as de prata”.

“Os vinhos do Dão, sobretudo os tintos, mas também os Encruzados, têm uma longa longevidade e os produtores estão atentos à sua evolução, para que assim decidam se está na hora de os levar a concurso ou não”, apontou Arlindo Cunha.

A gala da entrega das medalhas do concurso Os Melhores Vinhos do Dão decorreu na noite de sexta-feira e contemplou vinhos de vários anos e das sete sub-regiões do Dão: Alva, Besteiros, Castendo, Serra da Estrela, Silgueiros e Terras de Azurara.

Notícias do Centro | Lusa

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