Coimbra

Coimbra investe 1,3 milhões para dar nova “vida” à Casa das Talhas na Baixa

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 A Câmara de Coimbra vai investir cerca de 1,3 milhões de euros (ME) para dar nova “vida” à Casa das Talhas, estando prevista a reconstrução do edifício e a construção de apartamentos, área de restauração e espaço museológico.

O projeto da Casa das Talhas, situada na Rua Fernandes Tomás, na Baixa da cidade de Coimbra, foi consignado à empresa Veiga Lopes S. A. durante a manhã de hoje, tendo as obras um prazo de execução de 365 dias.

Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara Municipal de Coimbra explicou que este edifício sofreu amplas remodelações ao longo dos séculos, “destacando-se os vestígios arquitetónicos quinhentistas, a calçadinha de vidraço aplicada com motivos geométricos e pinturas murais ao nível do rés-do-chão e painéis azulejares do século XVII ao nível do rés-do-chão e 1º andar”.

A intervenção agora consignada vai dotar aquele espaço com três habitações T3 e uma habitação T2, no primeiro e segundo pisos, ficando localizado no rés-do-chão um estabelecimento de restauração e bebidas, e nos pisos inferiores (dois abaixo da soleira) um espaço museológico.

“A intervenção está condicionada ao edifício atual. No essencial, a estrutura de madeira dos pavimentos dos pisos será mantida, restaurada e reforçada”, informou.

Para a compartimentação “será respeitada a modelação ‘imposta’ pelas paredes resistentes”.

A empreitada insere-se no âmbito do programa Reabilitar para Arrendar, que tem como objetivo “o financiamento de operações de reabilitação de edifícios com idade igual ou superior a 30 anos, que após reabilitação deverão destinar-se a arrendamento em regime de renda condicionada, ou seja, a preços controlados”.

Este imóvel é abrangido pela Servidão Administrativa da Cerca de Coimbra, designadamente o Arco de Almedina, classificado como Monumento Nacional em 16 de junho de 1910, e ainda pela Zona Especial de Proteção/Zona Tampão da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, inscrito na lista do Património Mundial pelo Comité do Património Mundial (UNESCO).

Encontra-se, ainda, protegido na Planta de Ordenamento do Plano Diretor Municipal (PDM) em vigor – “Sítios Potencial Arqueológico e imóveis de Interesse Patrimonial”.

A denominação “Casa das Talhas” deve-se à grande quantidade de talhas em cerâmica de barro vermelho (também designados por potes), encontradas no seu interior, maioritariamente distribuídas pela subcave, onde se concentravam cerca de 50 peças, e ainda na subcave e no rés-do-chão.

De acordo com a Câmara de Coimbra, das campanhas arqueológicas resultaram o reconhecimento de “parte de uma estrutura revestida com ‘opus signinum’, utilizado em estruturas hidráulicas de época romana, sobre o qual assenta o alçado sul de uma das torres da antiga Cerca de Coimbra, provavelmente de cronologia pré-islâmica (cujo alinhamento do cunhal sudoeste se regista até ao sótão)”.

Resultaram ainda o reconhecimento de “partes do pano da muralha medieval da cerca, elementos em cantaria de pedra calcária com decoração em estilo manuelino, revestimento azulejares, em composição enxaquetada (verde e branco) do século XVII/XVIII, para além de um conjunto de 50 talhas do século XVII, embutidas em muros construídos junto aos alçados da subcave, outro na cave e ainda um outro no rés-do-chão”.

Notícias do Centro | Lusa

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