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Coimbra: Equipa da Universidade regressa ao Curdistão para nova campanha arqueológica

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Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra parte no sábado para o Curdistão iraquiano, onde vai realizar uma nova campanha arqueológica, no âmbito do Projeto Arqueológico de Kani Shaie, anunciou hoje a academia.

Segundo a Universidade de Coimbra, a equipa de quatro elementos do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, liderada por Maria da Conceição Lopes e André Tomé, “retoma, assim, os trabalhos arqueológicos iniciados em 2013 e interrompidos desde 2018”.

“O projeto, que conta com vários parceiros internacionais, entre os quais Steve Renette, da University of British Columbia, no Canadá, e a Direção-Geral das Antiguidades de Sulaimania, tem sido financiado nos últimos anos por instituições nacionais e americanas”, refere uma nota de imprensa, explicando que “nos próximos três anos o financiamento é assegurado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia”. O financiamento é de 40 mil euros.

Citados na nota de imprensa, os investigadores do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património referem que Kani Shaie é uma pequena colina arqueológica situada no centro de um pequeno vale que “marca a transição entre a planície de Kirkuk e a cadeia montanhosa de Zagros”.

“Formada por vários níveis de ocupação humana ao longo de vários milénios, os trabalhos desta campanha incidirão nos contextos do quinto milénio antes de Cristo, um período que marca o aparecimento de ‘proto-cidades’ em algumas partes do mundo mesopotâmico e de grande desenvolvimento das redes comerciais de longa distância que distinguirão o milénio seguinte”, adiantam.

De acordo com Maria da Conceição Lopes e André Tomé, “é, aliás, precisamente desse quarto milénio o achado mais significativo encontrado em Kani Shaie até ao momento”, uma “pequena tabuinha numérica de argila datada de 3400 antes de Cristo, a primeira e única encontrada na região”.

A campanha arqueológica que agora começa visa, entre outros, “preparar uma campanha mais alargada na próxima primavera”, acrescenta a Universidade de Coimbra.

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