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Chega desafia primeiro-ministro a interromper férias para explicar aumentos na eletricidade 

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O presidente do Chega, André Ventura, fala aos jornalistas à chegada para um jantar-comício de campanha para as legislativas do próximo domingo, 30 de janeiro, Vila Viçosa, 27 de janeiro de 2022. Mais de 10 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro constam dos cadernos eleitorais para a escolha dos 230 deputados à Assembleia da República. NUNO VEIGA/LUSA

O líder do Chega, André Ventura, desafiou hoje o primeiro-ministro a interromper momentaneamente as suas férias para explicar aos portugueses qual vai ser o aumento do preço da eletricidade em agosto.

“Soubemos que havia o risco de a eletricidade subir 40% em agosto. Hoje o Governo veio dizer que não era bem assim, mas não esclareceu muito, e o primeiro-ministro devia interromper as férias para explicar isto”, disse o dirigente partidário em Cantanhede, no distrito de Coimbra, durante uma visita à Expofacic- Exposição Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede.

Apesar do secretário de Estado do Ambiente e Energia, João Galamba, ter desmentido hoje aquele aumento, André Ventura frisou que a questão não está clara neste momento e que o governante não disse qual ia ser o aumento.

“À hora a que estamos a falar, os portugueses perguntam-se qual vai ser o aumento que vão ter na fatura da eletricidade em agosto”, salientou o líder do Chega, que visitou grande parte do certame acompanhado pela presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio (PSD).

Para André Ventura, “o senhor primeiro-ministro deve interromper as suas férias para vir explicar qual vai ser o real aumento que vamos ter em agosto e, caso não o faça, está tudo em aberto para o Chega, nomeadamente uma reunião de emergência no Parlamento para explicar isto”.

O presidente do Chega espera que não seja preciso acionar nenhum procedimento na Assembleia da República e que “o primeiro-ministro venha explicar o real aumento”.

O líder do Chega entende que qualquer aumento no atual quadro “é complicado, sobretudo no momento que estamos, com a inflação a atingir níveis históricos, semelhante aos valores de 1994, que pode atingir os 10% no final do ano, e se juntamos este aumento da energia podemos ter a porta aberta a uma crise profundíssima”.

O secretário de Estado da Energia afirmou hoje ser impossível verificar-se uma subida de 40% na fatura da energia através do mecanismo ibérico, apontada pelo presidente da Endesa, remetendo para as ofertas comerciais das próprias empresas.

“Ao contrário do que disse o presidente da Endesa, não há nenhuma subida de 40%. Se está a falar sobre ofertas comerciais da própria empresa, só o próprio poderá dizer”, afirmou João Galamba, em declarações à Lusa.

O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, disse, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, que a eletricidade vai sofrer um aumento de cerca de 40% já nas faturas de julho.

“Em particular, a partir do final de agosto, mas já nas faturas do consumo elétrico de julho, as pessoas vão ter uma desagradável surpresa. […] Estamos a falar de qualquer coisa na ordem dos 40% ou mais, relativamente àquilo que as pessoas pagavam”, disse Nuno Ribeiro da Silva.

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