O município de Castelo Branco aderiu à Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica, entidade que visa a defesa, valorização e divulgação do património cultural e histórico cerâmico e a criação artística da cerâmica.
“Espero que esta adesão traga um maior conhecimento sobre uma indústria em que Castelo Branco tinha tradição ao nível da cerâmica utilitária e decorativa”, referiu o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues.
O autarca realçou ainda que esta arte pode ser apreciada na Fundação Manuel Cargaleiro, onde existem várias exposições com peças do século XIII, doadas por Manuel Cargaleiro, bem como peças dos vários países europeus e do norte de África e até um prato de faiança da autoria de Pablo Picasso.
Já o diretor executivo do Museu Cargaleiro, José Luiz Silva, sublinhou que, na recente adesão, a Associação teve em consideração não só o trabalho do Museu Cargaleiro, que “tem uma das melhores coleções de cerâmica internacional em Portugal”, mas também “o trabalho da artista plástica Rosário Bello”, que tem vindo a ser desenvolvido na Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco.
A Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas foi criada em 2018, por catorze municípios do país para a defesa e valorização do património cultural e histórico cerâmico.
Tem ainda como objetivos defender, valorizar e divulgar o património cultural e histórico cerâmico, promover o intercâmbio entre cidades europeias com tradição cerâmica e a criação artística da cerâmica, bem como sensibilizar as respetivas comunidades para a importância histórica e cultural da cerâmica.
Os municípios fundadores têm como traço comum a existência de “fortes tradições ou importância económica da cerâmica artesanal, patrimonial ou industrial”.
Com a adesão de Castelo Branco, integram a associação 27 membros.
O distrito de Castelo Branco está ainda representado pelo município do Fundão, cuja adesão decorreu também este ano.











Comentários