O antigo presidente da Câmara da Mêda, Anselmo Sousa, é novamente candidato à autarquia nas eleições de 12 de outubro para “fazer acontecer” num concelho marcado “por quatro anos de estagnação”.
O socialista presidiu ao município do distrito da Guarda durante oito anos, entre 2013 e 2021, tendo sido derrotado nas últimas autárquicas pelo histórico social-democrata João Mourato, que governou a Câmara medense durante mais de duas décadas e encabeçou uma coligação formada pelo PSD e o CDS-PP.
“Sob o lema ‘Fazer acontecer”, o nosso projeto ultrapassa as fronteiras partidárias e assenta em pilares como o desenvolvimento económico, com especial enfoque no setor agrícola e turismo, o emprego digno, a juventude, as políticas de proximidade e a dinâmica social”, adiantou o candidato à agência Lusa.
Com 64 anos, Anselmo Sousa é professor no Agrupamento de Escolas da Mêda, presidiu a diversas instituições locais e foi provedor da Santa Casa da Misericórdia.
É atualmente vereador do PS no executivo medense, a que presidiu entre 2013 e 2021.
“Concorro com uma equipa renovada para fazer frente aos desafios que os tempos exigem e assumir um efetivo contraponto à estagnação que vingou no concelho da Mêda ao longo dos últimos quatro anos”, justificou.
Segundo Anselmo Sousa, neste mandato a Câmara da Mêda, distrito da Guarda, “parou, não houve rumo nem ambição, não houve investimentos nem resultados”.
Entre as suas propostas estão a criação de um seguro de saúde municipal, de um plano de incentivos à fixação de médicos no concelho e o lançamento do programa ‘Habitamêda’, com o qual pretende disponibilizar habitação a custos controlados e rendas acessíveis para os jovens.
O apoio às empresas e ao empreendedorismo, bem como aos setores agrícola e social, são outras medidas.
“Acredito nas potencialidades do concelho, nas suas tradições e na força da sua gente”, afirma o candidato, cujo programa eleitoral continua em construção “com os contributos dos medenses”.
Em 2021, João Mourato regressou à presidência da Câmara da Mêda, que tinha perdido em 2009, após 24 anos na cadeira maior do executivo, para o socialista Armando Carneiro, derrotando Anselmo Sousa, que concorria a um terceiro mandato.
A coligação PSD/CDS-PP venceu com 49,78% dos votos e elegeu três vereadores. O PS obteve 44,27% e conseguiu dois mandatos no executivo. Já a CDU obteve 1,1% e a abstenção foi de 33,2%.












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