Viseu

Câmara de Viseu aprova adesão à Águas do Douro e Paiva com oposição do PS

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 A Câmara de Viseu (PSD) aprovou hoje a proposta de adesão à empresa responsável pela exploração e gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto, com os votos contra da oposição socialista.

“Estamos a dar aqui hoje um grande passo para a resolução do problema da falta de água na região”, afirmou o vice-presidente da autarquia, João Paulo Gouveia, frisando que “não se trata de privatização, nem de um aumento dos tarifários” da água.

A sociedade Águas do Douro e Paiva, S. A. é a responsável pela exploração e gestão desse sistema.

Segundo João Paulo Gouveia, que hoje presidiu à reunião pública do executivo devido à ausência de Fernando Ruas, esta é “a solução mais rápida, mais sustentável e mais barata” para que exista redundância de água no território.

“É uma solução pública, com capitais públicos, que garante o investimento que a região precisa”, sublinhou o também vice-presidente do conselho de administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Viseu.

O alargamento do sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto à região de Viseu passou a ser possível a partir do início de junho, no âmbito de uma alteração ao Decreto-Lei n.º 16/2017.

Com esta alteração, foi conferido aos municípios de Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, São Pedro do Sul, Sátão, Vale de Cambra, Viseu e Vouzela o direito de integrarem o sistema multimunicipal. Para tal, terá de haver deliberação de cada Assembleia Municipal, sob proposta da respetiva câmara, no prazo de um ano.

A proposta de adesão dos SMAS, na qualidade de acionista, à Águas do Douro e Paiva terá agora de ir à Assembleia Municipal de Viseu.

Os vereadores do PS votaram contra a proposta, quer por Viseu perder “a autonomia e a gestão da água”, quer porque o documento não refere a construção da nova Barragem de Fagilde.

“Ou há uma falha no documento ou ninguém entende quem é que vai fazer a barragem”, afirmou o vereador socialista João Azevedo, pedindo que a Câmara de Viseu faça uma pergunta à ministra do Ambiente sobre o ponto de situação da nova barragem.

No final da reunião, João Azevedo disse aos jornalistas que esta decisão nem sequer deveria ser tomada a quatro meses das eleições autárquicas, uma vez que compromete o futuro da gestão da água no concelho para os próximos 20 anos, sem garantir a construção da nova barragem.

“Se nós ganharmos as eleições, o que vai acontecer, este documento será revisitado imediatamente para não colocarmos a independência e a gestão da água nas mãos de pessoas que não são de Viseu”, garantiu o também candidato do PS à presidência da autarquia.

João Paulo Gouveia lembrou que, em dezembro, durante a apresentação do estudo relativo ao projeto da nova Barragem de Fagilde, feita pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a então ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, deu garantias da sua construção.

Está previsto que a nova barragem nasça no vale a jusante da atual e que permita duplicar o valor do volume de armazenamento de água.

“Quem é o dono da obra a nós não nos interessa. O que nos interessa é que ela seja feita”, afirmou, lembrando que Maria da Graça Carvalho garantiu que há “15 milhões de euros de fundos regionais disponíveis para iniciar a obra”.

João Paulo Gouveia sublinhou que está prevista “uma panóplia grande de investimentos que soma cem milhões de euros para todos estes municípios que precisam da redundância da água”.

Notícias do Centro | Lusa

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