Aveiro

Câmara de Aveiro aprova resolução para avançar com demolição de antiga sede da CERCIAV

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A Câmara de Aveiro aprovou hoje uma resolução fundamentada para poder prosseguir com a demolição da antiga sede da CERCIAV – Cooperativa para a Educação, Reabilitação, Capacitação e Inclusão de Aveiro, situada junto ao Conservatório Calouste Gulbenkian.

A proposta foi aprovada por maioria com os votos a favor da maioria PSD/CDS/PPM e do vereador Rui Carneiro eleito pelo PS, a quem o partido retirou confiança política, e os votos contra dos dois vereadores do PS.

Esta decisão surge na sequência de uma providência cautelar interposta por Alberto Souto Miranda, candidato do PS à Câmara de Aveiro nas próximas autárquicas, que foi aceite pelo Tribunal e que suspendia o processo até decisão final do tribunal.

Com esta medida, que terá agora de ser comunicada ao Tribunal, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, diz que o efeito suspensivo da providência cautelar “morre imediatamente” e a Câmara pode avançar com a demolição do imóvel para dar lugar à ampliação do Conservatório.

Ribau Esteves referiu ainda que o projeto encontra-se neste momento em apreciação final para ser aprovado pelos serviços, para depois ir à reunião de Câmara e lançar o concurso público da obra.

Alberto Souto Miranda defendia a necessidade de preservar aquele imóvel, considerando que se trata de um exemplo da “arquitetura típica da Casa Portuguesa, da Escola do Arquiteto Raul Lino, que durante vinte anos foi deixado ao abandono”.

Segundo Ribau Esteves, a resolução hoje aprovada explica os motivos pelos quais o imóvel deve ser demolido, desde logo pela condição física da casa que “ameaça ruir” e “não está em condições de ser reabilitada”.

“Mesmo reabilitando na sua estrutura, tal como existe, ela não é útil para o conservatório, não serve para nada. O conservatório não precisa daquele tipo de espaços com divisões pequenas, à moda do tempo da sua construção”, referiu o autarca, adiantando que a casa não tem valor patrimonial.

Ribau explicou ainda que aquela é a única área disponível para ampliar o edificado do conservatório, adiantando que o projeto do novo edifício prevê a criação de uma área para o ensino da dança que não existe atualmente, com seis estúdios de dança, além de uma área para estudo individualizado.

O novo edifício terá ainda um ‘hall’ de entrada novo, que permitirá o acesso ao conservatório dos cidadãos com mobilidade condicionada.

Notícias do Centro | Lusa

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