Coimbra

Atraso na execução do ‘bypass’ de sedimentos da Figueira da Foz motiva pergunta do Livre ao Governo

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O partido Livre questionou o Governo sobre o atraso na execução do ‘bypass’ de sedimentos na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, considerado fundamental para combater a erosão na linha de costa marítima.

Numa pergunta efetuada através da Assembleia da República, os deputados do Livre questionaram a ministra do Ambiente e da Energia sobre o ponto de situação do projeto, cuja intervenção estrutural é “considerada essencial para travar a erosão costeira a sul do porto [da Figueira da Foz] e proteger as praias da Cova-Gala, Leirosa e Cabedelo”.

“A erosão costeira nesta zona constitui um problema estrutural com décadas de existência e impactos significativos na segurança de pessoas e bens, bem como na sustentabilidade ambiental e económica do território”, sublinhou o Livre, num comunicado enviado à agência Lusa.

O Livre considerou que o prolongamento do molhe norte em 2010 agravou o desequilíbrio sedimentar, estimando-se perdas médias anuais de cerca de 3,5 metros de linha de costa nas áreas mais afetadas.

Os parlamentares do partido questionaram a confirmação do lançamento do concurso público previsto no Orçamento do Estado para 2026 e o calendário estimado para o início e conclusão da obra.

Por outro lado, pretendem saber se há medidas de emergência para proteção das praias até à conclusão da intervenção estrutural.

“É fundamental garantir transparência no calendário de execução desta obra e assegurar respostas imediatas de proteção costeira enquanto a solução estrutural não estiver no terreno”.

No dia 24 de novembro de 2025, o Livre conseguiu validar, na Assembleia da República, uma proposta no Orçamento do Estado para 2026 para “lançar o concurso público para a conceção e construção da obra do sistema fixo de transposição sedimentar [‘bypass’] da Barra da Figueira da Foz”, cuja verba mínima disponível “é de 18,1 milhões de euros, a qual deve ser financiada através da alocação de fundos do Programa Portugal 2030”.

No verão de 2025, uma empreitada de 21 milhões de euros alimentou artificialmente o troço costeiro a sul da Figueira da Foz (praia da Cova-Gala – Lavos), com 3,5 milhões de metros cúbicos de areia, naquela que foi a maior intervenção de alimentação artificial de praia alguma vez realizada na costa portuguesa.

Na altura, o presidente da APA, Pimenta Machado, sustentou que a intervenção iria repor a linha de costa na posição de 2010 e teria uma longevidade de cinco a sete anos, dependendo do rigor dos invernos.

No entanto, o movimento SOS Cabedelo, da Figueira da Foz, denunciou, antes deste inverno, que, em três meses, o mar comeu a areia colocada nessa intervenção e que a praia da Cova-Gala ficou pior do que estava antes da empreitada.

Notícias do Centro | Lusa

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