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Associação dos Profissionais da GNR marca vigílias e manifestação para outubro

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A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) anunciou hoje a realização em outubro de vigílias e de uma manifestação devido ao “grande descontentamento e desmotivação” do efetivo da GNR e pela “constante desconsideração” do Governo.

“Pela constante desconsideração, por iludirem sucessivamente os profissionais da GNR, o Governo leva-nos a termos de demonstrar o grande descontentamento e desmotivação através de ações de rua. Desta forma, a APG/GNR irá agendar para o mês de outubro vigílias que culminarão numa grande ação nacional”, refere aquela associação em comunicado.

Contactado pelo Lusa, o presidente da APG, César Nogueira, afirmou que as vigílias e a manifestação ainda não têm datas marcadas.

Os protestos foram decididos pela direção nacional da APG que hoje esteve reunida para analisar a atual situação, considerando esta associação – a mais representativa dos militares da Guarda Nacional Republicana – que “são graves e numerosas as razões que têm estado na origem deste descontentamento”.

Entre os motivos do descontentamento estão, segundo a APG, a estagnação remuneratória, falta de efetivos, meios e equipamentos escassos e muitos “obsoletos ou inoperacionais a aguardar reparação” e colocações em cargos por escolha.

A APG exige um “urgente aumento da tabela remuneratória” e a revisão do sistema remuneratório, que vigora há mais de 12 anos, além de defender que a GNR tem de abandonar o atual modelo de gestão, que funciona como se se tratasse de um ramo das Forças Armadas.

“Este é um modelo que funciona nas Forças Armadas, pois a sua missão passa pelo aquartelamento e preparação para um eventual conflito. Numa força de segurança como a GNR, este modelo não serve. A missão da GNR é policial, em prol do cidadão, garantir a segurança pública numa ótica preventiva, nas ruas, o que não é compatível com o conceito de aquartelamento”, sustenta aquela associação.

Os “constantes atropelos ao horário de serviço, com cortes e supressões de folgas sem qualquer motivo” e “a desastrosa” aplicação do sistema de avaliação da GNR são outros motivos do descontentamento dos militares.

Notícias do Centro | Lusa

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