Aveiro

Associação de Pesca Artesanal de Aveiro atenta a poluição no canal de Mira

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A Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA) manifestou hoje “preocupação e atenção a potenciais focos de poluição”, após denúncia de resíduos da exploração de bivalves na margem do canal de Mira.

“Reconhecemos que qualquer forma de poluição, independentemente de sua origem, acarreta impactos negativos e significativos nos ecossistemas marinhos e nas atividades de pesca artesanal local”, referiu à Lusa Acúrcio Santos, daquela associação.

Nos últimos dias tem havido denúncias de moradores na Gafanha da Encarnação que se queixam de poluição na margem ao norte da “bruxa”, alegadamente provocada por produtores de ostras.

“Descarregam na margem que é de todos, lavam, escolhem e ainda espalham tudo pela flora, deixando ferros e até sacos de plástico”, refere um particular à Lusa.

Outra das queixas é a de que, com alguns lotes de produção, é alterada a acessibilidade para os barcos: “Já taparam o canal que saía na ‘bruxa’ à ponte, rente à Gafanha da Encarnação, chamado o canal do Raul”, acrescentou.

“Confiamos plenamente que as autoridades competentes, conhecedoras das diversas situações existentes em toda a extensão da ria, tomarão medidas para abordar esses problemas, em total conformidade com a legislação, e de forma a eliminar esses focos”, reagiu a APARA.

A associação, que representa os pescadores e mariscadores, destaca “a importância do planeamento da aquicultura em zonas de águas de transição, como é o caso da região”, e recorda que a sua exploração deve respeitar a legislação em vigor.

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