Aveiro

Arouca quer quebrar marasmo caseiro ante o Moreirense e afastar-se da descida

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O Arouca quer transportar o bom momento fora de portas para o seu próprio estádio, no qual soma cinco derrotas consecutivas e em que recebe o Moreirense no sábado, na 24.ª jornada da I Liga de futebol.

“Se na última jornada conseguimos três pontos num campo difícil [vitória em Guimarães], o objetivo agora passa por transportar o que temos feito fora de casa para dentro de casa. Se fora de casa nos últimos três jogos somámos sete pontos, em nossa casa não somámos nenhum. Procuramos equilíbrio com o apoio de toda a gente, porque o Arouca precisa dos adeptos ao lado da equipa e motivar os jogadores”, apelou o treinador Armando Evangelista.

O técnico vincou que o plantel “muito tem trabalhado para fazer do estádio um conforto” e confia que “o ponto de viragem” seja já nesta jornada diante do Moreirense, um adversário direto na luta pela manutenção, que na última jornada perdeu por 1-0 na receção ao líder do campeonato, o FC Porto, e soma quatro derrotas e uma vitória nos últimos cinco jogos.

Por seu lado, os arouquenses responderam à derrota caseira com o Marítimo (3-0) com um triunfo importante no terreno do Vitória de Guimarães (3-1), mas Armando Evangelista diz que a equipa não está “em situação de se deslumbrar”.

“Continuamos numa situação em que precisamos de pontos, demos um salto importante, mas, quando os nossos jogadores analisam friamente a classificação, sabem que não há motivos para deslumbramentos. Há motivo para trabalhar e acreditar no trabalho, temos muitos jogos difíceis e pontos para conquistar. Ainda falta muito caminho para percorrer”, asseverou.

Ao mesmo tempo, recusou atribuir uma maior importância ao duelo com os minhotos, porque, referiu, “estaria a desresponsabilizar” o trabalho da equipa, que tem de “olhar para os jogos da mesma forma e ambição”.

Relativamente ao adversário, considerou não existirem muitas diferenças entre o encontro da primeira volta – vitória do Moreirense por 2-1 –, numa altura em que João Henriques comandava os minhotos, e que a própria mudança de treinador “é um fato recorrente no campeonato sempre que as coisas não estão bem”.

“Para além olhar para a consistência defensiva do Moreirense, porque com uma linha de cinco defesas será mais difícil entrar [em zonas atacantes] de determinada forma, temos de ter argumentos para entrar de outras formas. A capacidade de atrair, de criar espaços, depende de nós. Tendo sempre em atenção a estrutura e as dinâmicas que o Moreirense possa apresentar, mais importante é o que o Arouca pode fazer para as desmontar”, vincou.

A nível de ausências, os arouquenses continuam com Fernando Castro, Sema Velásquez, Yaw Moses, Wellington Nem e Oday Dabbagh entregues ao departamento médico.

O Arouca, 15.º classificado, com 21 pontos, recebe o Moreirense, 17.º, com 19 pontos, no sábado, às 20:30, em encontro da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, sob a arbitragem de João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.

Notícias do Centro | Lusa

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