“Aqui, onde acaba a estrada”, 73.ª produção d’A Escola da Noite, fala-nos de uma família que há gerações foge da guerra e que chega, por fim, ao local onde a estrada termina: “aí ergue-se o Portão, para lá do qual se encontra a promessa de um mundo melhor. Para poderem entrar, contudo, terão de renunciar à língua que falam, às roupas que trazem e à caixa que, durante anos, arrastaram pelo mundo”.
Sem referências espaciais ou temporais concretas, a peça propõe-nos uma reflexão sobre as condições em que tantos milhões de pessoas são forçadas a migrar, em consequência de guerras, perseguições, condições climatéricas ou carências económicas.
O espectáculo assinala a estreia na escrita teatral e na encenação do actor Igor Lebreaud e conta com as interpretações de Ana Teresa Santos, Hugo Inácio, Margarida Dias, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash. A ficha artística conta ainda com a cenografia de João Mendes Ribeiro, os figurinos e adereços de Ana Rosa Assunção, o desenho de luz de Danilo Pinto e a sonoplastia de Zé Diogo.Estreou em Coimbra no passado dia 29 de Setembro, onde cumpriu uma temporada de três semanas. A digressão nacional teve início em Évora e chega agora à Covilhã, a convite do Teatro das Beiras, companhia com a qual A Escola da Noite mantém relações de parceria e intercâmbio há vários anos.
Os bilhetes custam 6 Euros e podem ser comprados na ticketline ou reservados pelos seguintes contactos: 275 336 163 / 963 055 909 / geral@teatrodasbeiras.pt.17













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