O Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica apoiou, em 2025, 264 pessoas adultas e realizou 1.840 atendimentos na sua área de intervenção na Cova da Beira, que engloba a Covilhã, Belmonte e Fundão.
A cooperativa de intervenção social Coolabora, que coordena a Rede Violência Zero, assinou hoje, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, novo protocolo que reforça a territorialização do apoio a vítimas de violência doméstica e violência contra as mulheres.
O documento conta com 22 entidades outorgantes, como a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), que assume o acompanhamento técnico, a CooLabora, na qualidade de entidade coordenadora, os municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão, e a Comunidade Intermunicipal (CIM) Beiras e Serra da Estrela.
Integra ainda as forças de segurança, vários organismos da administração central responsáveis pelas áreas da justiça, segurança social, saúde e emprego, a Universidade da Beira Interior, as comissões de proteção de crianças e jovens da região, a Ordem de Advogados, entre outras organizações.
Segundo os dados disponibilizados pela Coolabora, em 2025, deu apoio psicológico a 119 crianças e jovens (mais 38 casos do que em 2024), com 788 atendimentos.
No mesmo período, 96 crianças e jovens deixaram de estar expostas a contextos de violência e 46 beneficiaram de um plano individual de segurança.
De acordo com a Coolabora, a Rede Violência Zero tem-se destacado pela celeridade e complementaridade no acompanhamento e proteção das vítimas de violência, e “por constituir uma resposta integrada e articulada, uma das suas principais apostas tem sido a prevenção”.
“Realizaram-se dezenas de ações de sensibilização, maioritariamente em escolas, bem como dezenas de ações de formação dirigidas a públicos estratégicos, como docentes, profissionais de saúde, técnicos de apoio a vítimas e forças de segurança”.
O novo protocolo assegura a continuidade deste trabalho e vem reforçar a atuação, integrando novas valências e novos membros.
A Rede Violência Zero é atualmente uma referência nacional que ilustra bem como os processos de territorialização das políticas públicas e a criação de redes de cooperação interinstitucional entre organismos públicos e privados são fundamentais para assegurar respostas de qualidade para as vítimas de violência doméstica e de género, para criar processos de aprendizagem coletiva, para evitar redundâncias e para rentabilizar os recursos de cada instituição.
A rede existe desde 2010 e a renovação deste protocolo permite introduzir as alterações que surgiram desde 2019, data da última assinatura, nomeadamente na orgânica de várias entidades e incluir novas organizações e consagrar a resposta de apoio psicológico e psicoterapêutico a crianças e jovens vítimas de violência doméstica que a CooLabora criou em 2022.













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