Coimbra

Metro Mondego com sistema de deteção de quedas em taludes

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PAULO NOVAIS/LUSA

A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou, após concurso público, a instalação de um sistema de deteção de quedas de blocos para o Sistema de Mobilidade do Mondego, que registou vários incidentes em janeiro e fevereiro.

Após concurso público, a IP adjudicou, no final de abril, o contrato à Norsigma, por 355 mil euros (mais IVA) e com um período de execução de 45 dias, refere-se na plataforma de contratação pública Base consultada pela agência Lusa.

De acordo com documentos do concurso público, o sistema de sensorização e monitorização de taludes será criado para o troço suburbano do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), entre o Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã).

A IP reconhece que aquele troço do antigo ramal da Lousã, outrora usado por comboios e transformado em via por onde passa o ‘metrobus’ (autocarros elétricos em via dedicada), é formado por “elementos geológicos” que podem “acabar por cair na proximidade da via rodoviária ou até mesmo invadir o gabarito do ‘metrobus’”.

Aliás, o troço entre a Lousã e a vila de Serpins está fechado pelo menos até agosto para obras, depois de um deslizamento de terras no início do ano ter deixado instável o talude de uma parte do canal.

A ocorrência de fenómenos geotécnicos de instabilidade “está associada às condições meteorológicas do local, mais propriamente aos níveis de precipitação”, que poderão levar à queda de blocos, explicou a IP, nos documentos técnicos do concurso consultados pela agência Lusa.

O adjudicatário deverá implementar um “sistema automático de deteção de queda de blocos” que seja sensível “a perturbações acústicas e vibrações”, recorrendo à utilização de cabos de fibras óticas já instalados e enterrados naquele troço, afirmou a IP.

O sistema será depois integrado no sistema de supervisão técnica do SMM.

Além da instalação, a empresa adjudicatária deverá fornecer formação e suporte técnico, desenvolver protocolos de ensaios e configurar os alarmes que serão depois emitidos pelo sistema, entre outras obrigações.

Segundo o concurso público, o sistema tem de ser redundante, permitir a deteção e reconhecimento de quedas de forma precisa, fiável e em tempo real em qualquer ponto do traçado e capaz de detetar vários eventos em simultâneo.

O sistema deverá detetar qualquer obstáculo no traçado do ‘metrobus’, com uma localização com uma margem de erro máxima de cinco metros e uma taxa de sucesso na deteção de ocorrências superior a 85%.

Os alarmes serão depois enviados para o Posto de Comando Central da Metro Mondego.

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