A Câmara da Lousã registou um resultado líquido negativo de cerca de 575 mil euros em 2025, num ano em que o município reduziu o prazo médio de pagamentos e fixou o saldo de gerência em cerca de 6,1 milhões de euros.
A Câmara da Lousã aprovou na segunda-feira os documentos da prestação de contas daquele município do interior do distrito de Coimbra relativos a 2025.
Segundo o documento a que a agência Lusa teve acesso, o município teve um resultado líquido negativo de cerca de 575 mil euros, valor próximo do défice financeiro registado com a transferência de competências nas áreas de educação, ação social e saúde.
De acordo com as contas da Câmara da Lousã, o município gastou 3,1 milhões nesse âmbito, mas apenas recebeu do Estado cerca de 2,5 milhões, demonstrando que teve um défice de 640 mil euros nessa área.
O documento nota que “cerca de 20% do total das despesas [na transferência de competências] não é coberto pela receita diretamente associada à competência transferida”, sendo os casos com maior expressão os custos com pessoal não docente, refeições alimentares e atividades de enriquecimento curricular.
Em nota de imprensa, o município salientou que 2025 foi um “ano particularmente exigente”, mas no qual foi possível “assegurar o equilíbrio financeiro da autarquia”.
A Câmara da Lousã atingiu 94,29% da execução da receita e 76,63% na execução da despesa, passando o prazo médio de pagamento para 11 dias, quando em 2024 era de 14.
O saldo de gerência fixou-se em cerca de 6,1 milhões de euros e o município tem uma margem superior a 7,7 milhões de euros na capacidade de endividamento.
“Estes resultados demonstram que foi possível manter uma forte dinâmica de investimento, responder a novas exigências e assegurar uma gestão equilibrada e sustentável do município, num contexto particularmente desafiante”, afirmou o presidente da Câmara da Lousã, Victor Carvalho, citado na nota de imprensa.
Durante 2025, de acordo com o documento consultado pela Lusa, o Orçamento Municipal sofreu modificações orçamentais, que levaram a uma redução de cerca de 32,74% do inicialmente previsto.
As mudanças ficaram a dever-se à incorporação na receita do saldo da gerência anterior e ao ajustamento plurianual de vários investimentos previstos, entre outros.
As despesas com pessoal voltaram a aumentar, sendo “a segunda maior rubrica de despesa paga”, com um aumento absoluto de cerca de 1,2 milhões de euros face a 2024.











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