A Infraestruturas de Portugal (IP) tem a expectativa de ter três candidatos ao concurso da segunda fase da linha de alta velocidade (entre Oiã e Coimbra), que foi relançado em dezembro de 2025 após uma primeira tentativa falhada.
“A nossa expectativa é a de que teremos três candidatos, ao contrário da PPP1 [parceria público-privada da primeira fase da linha entre Porto e Oiã], em que tivemos um consórcio candidato e tivemos um que apresentou a proposta fora do prazo”, disse o presidente da IP, Miguel Cruz, que falava à agência Lusa depois de ter participado na reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, que decorre hoje em Arganil.
Na reunião, Miguel Cruz deu nota aos autarcas da região que, no âmbito do concurso relançado em dezembro de 2025, já passou a fase de prestação de esclarecimentos a vários consórcios interessados naquele troço da linha de alta velocidade que irá ligar Lisboa ao Porto.
“Poderemos eventualmente ter mais, mas três estão bem identificados”, disse à Lusa o presidente da IP.
No conselho intermunicipal, onde foram abordadas várias questões relacionadas com infraestruturas rodoviárias e ferroviárias da região, Miguel Cruz mostrou-se confiante de que, apesar de alguns contratempos, quer na primeira fase (Porto-Oiã), quer na segunda fase (Oiã-Coimbra) da linha de alta velocidade, se consiga arrancar com a operação em 2030 no troço entre Porto e Coimbra, tal como inicialmente previsto.
O segundo concurso do troço da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa, que vai de Oiã (Oliveira do Bairro) a Coimbra, surge depois de um primeiro procedimento (lançado em julho de 2024) ter caído, com a única proposta a ser chumbada pelo júri, depois de propor o desvio da estação da linha de alta velocidade de Coimbra-B para Taveiro, fora da cidade de Coimbra, ao contrário do previsto no projeto.
O novo concurso agora lançado tem vários ajustamentos técnicos e uma redução de traçado de cerca de 11 quilómetros, numa extensão que estava inicialmente prevista até Soure.













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