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Confiança dos consumidores desce e clima económico aumenta em outubro

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O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em outubro, após ter aumentado nos dois meses anteriores, e o indicador de clima económico aumentou, atingindo o nível de fevereiro de 2020, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A evolução de outubro resultou do contributo negativo das opiniões sobre a evolução passada e futura da situação financeira do agregado familiar e das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país e, por outro lado, do contributo positivo das perspetivas sobre a evolução futura da realização de compras importantes, expressas no Inquérito Qualitativo de Conjuntura aos Consumidores (IQCC) do INE.

O INE destaca ainda que o saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu em outubro, após ter aumentado nos dois meses anteriores, de forma significativa em agosto, assim como diminuiu o saldo das perspetivas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar, depois dos aumentos de agosto e setembro.

Já o indicador de clima económico aumentou em outubro, após comportamento irregular desde julho, atingindo o nível de fevereiro de 2020, assim como os indicadores de confiança na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços, que subiram em outubro, “de forma ligeira” no primeiro caso e de “forma significativa” no último, segundo o instituto.

O indicador de confiança na indústria transformadora diminuiu, depois de ter aumentado em setembro, face ao contributo negativo das expectativas de produção e das opiniões sobre a evolução da procura global, em particular no primeiro caso, tendo as apreciações relativas aos ‘stocks’ de produtos acabados contribuído positivamente.

O INE conclui que se deterioram em outubro as opiniões relativas à procura interna, retratadas no inquérito, e que, em sentido oposto, as apreciações relativas à procura externa recuperaram em outubro, do agravamento registado em setembro.

“O saldo das apreciações relativas à evolução dos preços de aquisição de matérias-primas, produtos intermédios e energéticos aumentou nos últimos três trimestres, atingindo em outubro o valor mais elevado desde abril de 2011”, destaca o instituto.

Já o indicador de confiança do comércio subiu em outubro, após diminuir em setembro, atingindo o valor máximo desde fevereiro de 2019.

Nos serviços, o indicador de confiança também aumentou em outubro, após ter diminuído em setembro, “prolongando o perfil ascendente iniciado em junho de 2020”, segundo o INE, resultando o comportamento do indicador do contributo positivo de todas as componentes, perspetivas relativas à evolução da procura, apreciações sobre a atividade da empresa e opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas.

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