A Câmara de Alcobaça admitiu hoje atrasos na abertura do Museu da Rádio, com mais de cinco mil objetos ligados à radiodifusão, mas a oposição socialista na autarquia diz não entender a razão de a obra não estar terminada.
“Sete anos depois, não se entende o porquê desta obra ainda não estar terminada”, refere o vereador do PS Carlos Guerra, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, defendendo a “rápida abertura deste museu de forma a garantir a conservação e restauro desta coleção com peças que remontam aos séculos XIX e XX”.
Questionado pela Lusa sobre o atraso, o vice-presidente da câmara (PSD), Paulo Mateus, esclareceu que foram lançados dois concursos públicos, um para as obras e outro para os equipamentos do museu, mas “o primeiro ficou deserto, o que atrasou ainda mais o processo com a sua repetição”.
Numa resposta escrita enviada à Lusa, o autarca admitiu que as obras em curso ainda não estão concluídas por “dificuldades do empreiteiro em adquirir equipamentos e materiais”.
Paulo Mateus não adiantou datas para a abertura ao público do equipamento, justificando que, após a conclusão das obras, vão depois decorrer trabalhos de museografia e de transferência e instalação do espólio.
Ainda segundo a Câmara de Alcobaça, os técnicos têm vindo a trabalhar na seleção e inventário de toda a coleção, tendo identificado 5.331 objetos, desde caixas de música, grafonolas e fonógrafos, rádios, gravadores e microfones, telefones, telégrafos e antenas.
Do espólio faz ainda parte uma coleção de discos de goma laca, considerada a maior coleção pública nacional.
Na nota do PS, o vereador Carlos Guerra alerta também que o Museu da Rádio está previsto para as antigas instalações do Posto de Turismo, equipamento que “atualmente não funciona dignamente”.
Em outubro de 2015, o município anunciou a assinatura de um contrato-promessa para a aquisição de cinco lojas nos antigos armazéns Vazão para instalar o espólio que tinha na sua posse, remetendo para o final desse ano a compra efetiva, no valor de 280 mil euros, e abertura do museu.
Na ocasião, a autarquia referiu que a intenção era criar “uma estrutura museológica ímpar no contexto nacional dada a diversidade e antiguidade das peças que compõem o espólio de rádios e outros equipamentos radiofónicos”.









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