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Orquestra de Jazz de Espinho grava este fim-de-semana o primeiro disco

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A Orquestra de Jazz de Espinho vai gravar este fim de semana o seu primeiro disco, que deverá ficar disponível ao público no primeiro trimestre de 2023 e reunirá obras do vibracionista Eduardo Cardinho e do guitarrista Miguel Moreira.

Com o título provisório de “Encruzilhada”, o álbum vai ser financiado pela Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), instituição do distrito de Aveiro que em 2009 constituiu a referida “big band” com objetivos essencialmente académicos e, sob a direção dos trombonistas Paulo Perfeito e Daniel Dias, a viu entretanto afirmar-se com um percurso artístico e profissional próprio.

Agora, depois de um concerto para apresentação do repertório do disco no auditório da sua casa-mãe, a Orquestra desloca-se no sábado para os estúdios Arda Recorders com cerca de 20 músicos, entre os quais estudantes da EPME, ex-alunos como os próprios Eduardo Cardinho e Miguel Moreira, e ainda outros convidados. É aí que o coletivo vai gravar até domingo seis obras que já antes foram registadas com quintetos e pequenas formações, mas que em “Encruzilhada” se apresentarão com arranjos inéditos, três deles assinados pelos respetivos autores e os restantes por Carlos Azevedo, José Pedro Coelho e João Pedro Brandão.

Em declarações à Lusa, Eduardo Cardinho adianta que o álbum se fará assim de “música moderna, sem ‘swing’ mas com ‘groove’, também com algum experimental e, no global, muito enérgica, muito rítmica e com uma certa harmonia contemporânea”.

Com edição em CD e suporte digital, o trabalho chegará no início de 2023 às principais plataformas de venda internacionais e a expectativa dos respetivos intérpretes é que possa alcançar tanto a audiência portuguesa como a estrangeira.

“O jazz não é música de massas como o pop, mas também enche salas em Portugal e motiva muitos concertos por todo o país, até com artistas internacionais que esgotam salas como o Centro Cultural de Belém, a Gulbenkian e a Casa da Música”, realça Eduardo Cardinho.

Defendendo que a sensibilidade do público para com esse género específico “tem crescido muito nos últimos anos”, o vibracionista e compositor acredita que a difusão do álbum também beneficiará da carteira de contactos da formação que agora se estreia no mercado discográfico. “A Orquestra tem feito muitos programas com artistas de renome e eles sabem que ela deixou de ser apenas um coletivo de escola porque viram que há ali a solidez de bons valores e de um grande nível técnico e artístico”, explica.

Em cerca de 13 anos de atividade, a Orquestra de Jazz de Espinho alargou progressivamente a sua vocação didática à criação de concertos temáticos, repertórios de autor e espetáculos multimédia e multidisciplinares para diversos públicos e faixas etárias.

Muitas vezes responsável pela apresentação de repertórios inéditos em Portugal, esse coletivo já trabalhou com artistas como Hermeto Pascoal, Andy Hunter, Marcos Valle, Carlos Azevedo, China Moses, Richard Bona, Fernando Sanchez, Seamus Blake, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Ricardo Toscano e Rui Teixeira.

Notícias do Centro | Lusa

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