Aveiro

Obra do Centro Vidreiro de Oliveira de Azeméis vai recomeçar com novo empreiteiro

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 A Câmara de Oliveira de Azeméis adjudicou a construção do Centro de Interpretação do Vidro a um novo empreiteiro, após vários anos de atrasos motivados por sucessivos problemas com construtores selecionados para executar a obra, foi hoje revelado.

Em causa está a edificação de um equipamento que, orçado em 2,2 milhões de euros, será agora totalmente financiado por verbas municipais, depois da autarquia do distrito de Aveiro ter sido obrigada a devolver 500.000 euros de fundos comunitários devido aos referidos atrasos na execução da empreitada.

O projeto será agora retomado pela empresa Edilages e vai envolver dois edifícios: por um lado, a chamada Casa do Mateiro, imóvel antigo da Quinta de La Salette e cuja reabilitação foi interrompida pelos problemas com construtores; e, por outro, uma edificação já iniciada na proximidade no âmbito deste projeto, desenvolvido com o apoio técnico da Universidade de Aveiro.

Os dois imóveis serão ligados entre si, mas, segundo fonte da autarquia, cumprirão funções distintas, já que a casa antiga acolherá um núcleo museológico dedicado aos aspetos históricos e culturais da indústria vidreira da região, enquanto o novo edifício ficará reservado para uma oferta mais dinâmica “e interativa” – envolvendo atividades como oficinas de produção de vidro, demonstrações da ciência envolvida nesse fabrico, experimentação com diferentes técnicas produtivas e mostras sobre as diferentes aplicações dessa matéria-prima nas indústrias e tecnologias atuais.

Entre os recursos previstos para concretizar esses objetivos incluem-se suportes expositivos, projeções com vídeo e áudio, e mecanismos interativos para simulação de processos fabris.

“A travessia entre a Casa Mateiro e o novo edifício faz-se através de um novo espaço, que articula os átrios dos dois polos do museu, em forma de túnel de ligação”, diz a fonte municipal, descrevendo essa passagem como uma viagem simbólica pela “evolução dos processos de fabrico do vidro através dos tempos”.

Da teoria, num edifício, à prática, no outro, a missão do Centro de Interpretação do Vidro de Oliveira de Azeméis será assim a de dar a conhecer aquela que foi a indústria mais emblemática do concelho até ao século XX, quando no território se passaram a impor os setores da produção de moldes e da transformação e descasque de arroz.

O contrato da nova adjudicação já foi submetido à aprovação do Tribunal de Contas, pelo que a autarquia conta que a obra possa ser retomada mesmo no final de 2022 ou logo no início de 2023.

Notícias do Centro | Lusa

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