As obras de restauro e requalificação da Igreja Matriz da Trofa e do Panteão dos Lemos, assumidas pela Câmara Municipal de Águeda e que implicaram um investimento de cerca de 300 mil euros, foram inauguradas no sábado, dia 30 de julho, num momento que é o culminar de “um ato de cuidar do nosso património”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda.
O edil salientou que a intervenção realizada, sempre em concertação com a Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC), dado esta igreja ser Monumento Nacional, “o mais importante do nosso concelho e um dos raros na nossa região”, contou com a perícia de técnicos especializados neste tipo de restauros, a quem agradeceu a “meticulosidade com que trabalharam”.
“Estamos a falar de peças do Século XVI que são muito sensíveis e frágeis e que foram tratadas com imenso carinho”, disse, salientando que “há uma diferença enorme entre o estado anterior e o atual” e que é visível a
quem visitar o espaço.
A intervenção “há muito reclamada finalmente aconteceu”, declarou José Luís Pimenta, pároco da Trofa e Arcipreste de Águeda, acrescentando que a igreja, “depois de vários anos a ostentar um aspeto degradado, pouco compatível com o seu passado de seis séculos, mostra-se hoje de cara lavada”. Uma intervenção, que passou pela limpeza e conservação das fachadas, pela substituição da cobertura e o arranjo exterior “com o intuito de salvaguardar, valorizar e divulgar o nosso património cultural e religioso que nos permitirá, de forma efetiva, preservar o passado e projetar o futuro da nossa cidade”.
“A igreja ficou com excelentes condições para a sua valorização”, disse ainda o arcipreste, acreditando que será “uma alavanca para a promoção turística do território”.
Jorge Almeida lembrou, neste ato inaugural, que a estratégia de atuação municipal assenta no cuidar do património local, que é evidente pelo assumir deste projeto de restauro e por outros investimentos que têm sido feitos por este município (como o realizado na Ponte Medieval do Marnel) e que pretende continuar a fazer. Entre os projetos em mãos, o edil apontou as obras de recuperação da Ponte Pedrinha, na Landiosa (Aguada de Baixo), que foram iniciadas e que colocaram à vista “algo muito interessante e que queremos continuar a descobrir”.
O Presidente da Câmara de Águeda aludiu ainda à importância da continuação do projeto da Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga, desafiando todos a cuidar daquela obra de arte.
“Durante muitos anos tem sido maltratada, com atos de vandalismo que precisamos todos combater, demonstrando o real valor do que ali está”, disse, acrescentando que, neste momento, está a ser feito um estudo para avaliar a dimensão do que poderá estar “escondido” naquele local.
Uma ferramenta que permitirá “avançar com determinação para colocar à vista tudo o que lá possa estar”.
A Câmara de Águeda está também a trabalhar no processo de classificação da Ponte do Vouga, que será “determinante” para dar uma nova utilidade àquela infraestrutura. “Não há condições para restabelecer a passagem enquanto via de comunicação, mas enquanto património poderá vir a ser”, disse Jorge Almeida, salientando que este “é o desafio que temos em mãos” e avançando que estão “agendadas visitas ao local”.










Comentários