Um projeto dedicado a plantas silvestres de montanha, que será desenvolvido no Fundão, distrito de Castelo Branco, viu aprovada uma candidatura ao programa PROMOVE, num apoio de cerca de 300 mil euros, foi hoje anunciado pela Câmara do Fundão.
Com a denominação “Montanha Viva – Sistema Previsional Inteligente do Vigor de Plantas de Montanha e de Informação e Suporte à Decisão em Sustentabilidade Ambiental”, este projeto visa criar mecanismos, conhecimento e tecnologia, com suporte científico e tecnológico para o aproveitamento das plantas silvestres existentes e para valorização da biodiversidade local.
Será promovido por um consórcio constituído pelo Município do Fundão, Universidade da Beira Interior, Associação CBPBI – Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior, SpaceWay Lda e Agência de Desenvolvimento Gardunha 21.
Segundo uma nota da Câmara do Fundão, tem como objetivos a identificação e caracterização das plantas silvestres de montanha e a adaptação e desenvolvimento da tecnologia de monitorização em zonas remotas.
A aplicação de sistemas de deteção remota através da imagem de observação terrestre para previsão do vigor e taxa de crescimento de plantas, bem como a criação de um sistema previsional inteligente do vigor de plantas de montanha e a consciencialização, capacitação e promoção do turismo sustentável de montanha, são outros dos objetivos.
A informação detalha igualmente que se pretende “desenvolver um sistema de apoio à decisão, à operacionalidade inteligente e em tempo real na exploração económica das plantas de montanha, especialmente em localizações remotas, sem ligação à internet”.
Tal deverá contribuir para estimular o aproveitamento económico de plantas existentes, bem como o aumento de produção e a redução de consumo de recursos naturais, contribuindo para a promoção da biodiversidade e preservação da sustentabilidade ambiental, em particular, das plantas silvestres de montanha.
“Partindo da identificação e caracterização de plantas de montanha com características potenciadoras de mitigação natural de pragas e doenças em culturas agrícolas e com propriedades de aplicação em saúde e bem-estar, pretende-se criar um sistema de sensores locais e remotos para análise do vigor de plantas, aliado a algoritmos de inteligência artificial para suporte à decisão na realização de atividades culturais em plantas existentes ou em novas explorações agroflorestais”, é referido.
A mesma nota de imprensa destaca ainda que, “no contexto de alterações climáticas em que atualmente se vive, a necessidade de tornar os territórios mais resilientes a catástrofes e ambientalmente sustentáveis assume um caráter de urgência”, sendo os territórios de montanha nas zonas raianas de Portugal e Espanha exemplo disso.
“Face a este diagnóstico e de forma a proteger a biodiversidade vegetal, a abordagem proposta pelo projeto Montanha Viva pretende promover o uso sustentável deste recurso e salvaguardar as comunidades locais”.













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