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Jardins Efémeros de Viseu vão ter “Cidade Invisível” e “Casa da Imaginação”

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A “Cidade Invisível” e a “Casa da Imaginação” são dois projetos que prometem marcar a edição deste ano do festival multidisciplinar Jardins Efémeros, que decorrerá em Viseu, de 08 a 16 de julho.

A “Cidade Invisível” propõe “uma reflexão sobre o espaço privado/espaço público e a coabitação potenciadora da relação bidirecional entre o indivíduo e o coletivo”, avançou hoje a associação Pausa Possível, que organiza o festival.

Vários exercícios criativos serão desenvolvidos “partindo de lugares/não-lugares do centro histórico de Viseu”, no âmbito deste projeto que está a ser desenvolvido por alunos da Escola Superior de Educação de Viseu e da Escola Secundária Viriato.

A “Casa do Sonho” continuará a existir, com a realização de sete oficinas em escolas (entre 20 e 24 de junho), mas a este projeto educativo irá juntar-se outro, a “Casa da Imaginação”.

Segundo a organização, este novo projeto propõe “um espaço para todos os que queiram participar e praticar a reflexão e o pensamento crítico, adquirindo os atributos necessários para se tornarem cidadãos democráticos”.

Será criado “um local que estará aberto diariamente, orientado para a educação artística, para servir públicos de todas as idades e imaginações”, com 17 oficinas, divididas por 152 sessões, acrescentou.

Os Jardins Efémeros desafiaram artistas de todo o mundo a promover a diversidade musical, artística e estética. Foram submetidas 67 candidaturas a esta chamada de artistas sonoros, sendo 15% do distrito de Viseu, 69% do resto do país e 16% internacionais.

As propostas selecionadas foram as de Yamila (que dança entre a música eletrónica e analógica), Nuno Morão (que mostrará o seu projeto de percussão a solo), Wipeout Beat (uma banda de três veteranos no panorama musical de Coimbra) e Rachika Nayar (compositora e produtora do Brooklyn, que cria música ao explorar as possibilidades expressivas da guitarra por meio de processamento digital).

A organização anunciou também hoje que os Jardins Efémeros “vão receber um projeto que cruza os diferentes géneros musicais de Pino Palladino, Sam Gendel, Blake Mills e Abe Rounds e, simultaneamente, explora a versatilidade musical destes artistas”.

Nesta edição, também “a possibilidade de partilhar a demanda para encontrar uma música que ainda não foi ouvida de Vladislav Delay vai ser um dos grandes momentos da programação deste ano”, frisou, acrescentando que o músico finlandês tem “um repertório de diversos géneros musicais e com a colaboração de múltiplos artistas”, como Scissor Sisters, Craig Armstrong, AGF, Black Dice, Massive Attack, Towa Tei e Ryuichi Sakamoto.

Em maio, a organização já tinha anunciado a presença no festival dos artistas Sam Gendel, Mieko Suzuki, Heather Leigh, AGF e Hatis Noit.

“Todos os artistas mencionados farão uma apresentação única, na Península Ibérica, no âmbito dos Jardins Efémeros”, e “Sam Gendel, Mieko Suzuki e Heather Leigh terão a sua primeira apresentação a solo, em Portugal”, sublinhou.

Este ano, os Jardins Efémeros juntam-se à ação artística coletiva Mantra da Paz, convidando comunidades e participantes individuais a colaborarem na construção de uma peça de 2.160 quadrados bordados com a palavra paz, “como apelo local aos governantes nos seus compromissos com os processos de paz e sustentabilidade”.

Com o tema da incerteza, os Jardins Efémeros deixam a promessa de voltar a transformar o centro histórico de Viseu “num espaço de encontro pela mão de artistas locais, nacionais e internacionais”, ao realizar um evento que tem uma “forte componente multidisciplinar”, juntando artes visuais, arquitetura, cinema, som, dança, teatro, polis, mercados e oficinas.

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