A Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) foi recentemente integrada na “The European Route of Megalithic Culture” e é o único organismo português a integrar esta rede internacional de rotas megalíticas.
“Desde o dia 28 de abril de 2022 que a AEAT faz parte da ‘The European Route of Megalithic Culture’, uma plataforma que tem por intuito a dinamização e divulgação do megalitismo europeu, promovendo o valor turístico dos monumentos e, desta forma, melhorar a sua salvaguarda como parte do património cultural comum”, referiu, numa nota hoje divulgada, esta organização não governamental (ONG).
Esta rede internacional “Rotas Megalíticas” foi fundada e reconhecida como uma associação internacional sem fins lucrativos sob a lei alemã, em 19 de novembro de 2012, com o objetivo de implementar conjuntamente um plano internacional que prevê atividades turísticas relacionadas com as “culturas megalíticas”.
“Além da investigação, a associação [AEAT] tem investido na recuperação dos monumentos investigados e na sua valorização para usufruto da comunidade, sendo disso exemplos a anta do Cão do Ribeiro (descoberta em 1945 pelos arqueólogos alemães Georg e Vera Leisner), situado no município de Proença-a-Nova, e a anta de Cabeço d´Ante, situado no município de Vila Velha de Ródão”, lê-se na nota.
A AEAT está sediada em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, e tem como atividade, desde há cerca de 50 anos, o estudo e a divulgação do património cultural, antropológico e ambiental de um território, situado no centro interior de Portugal, abrangido por cinco municípios que integram atualmente a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).
“A investigação arqueológica corresponde a uma parcela dominante da atividade da AEAT. Neste programa está incluída uma tarefa de caráter permanente que é a atualização do inventário de sítios arqueológicos com apoio em trabalho de campo”, sublinhou a associação.
Esta atividade tem sido de tal modo importante que a AEAT e os seus investigadores têm prestado um alto contributo para a base de dados pública de sítios arqueológicos, gerida pela Direção Geral do Património Cultural.
Esta ONG salientou ainda que a valorização dos monumentos megalíticos na CIMBB, excluindo as iniciativas dos municípios de Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, “está muito atrasada comparativamente com outras zonas de Portugal Continental e até com municípios vizinhos, também pertencentes ao Geoparque Naturtejo, como é o caso de Nisa”, com a anta de São Gens e o menir de Patalou.
“Consideramos, por isso, muito importante a presença na ‘The European Route of Megalithic Culture’, de forma a aumentar essa oferta em termos de monumentos megalíticos visitáveis, investigados e protegidos no nosso território”.
A AEAT é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1973 e legalizada em maio de 1987. Tem a sua sede social em Vila Velha de Ródão e desenvolve a sua atividade no território dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
Possui o estatuto legal de uma ONG Ambiente de âmbito regional. Promove, com regularidade, ações de âmbito e natureza diversificadas, as quais passam pela realização de estudos nas áreas da etnografia e antropologia, pela execução de projetos de sensibilização ambiental e cultural, pela organização de iniciativas de descoberta e promoção da natureza, pela elaboração de estudos e pareceres técnicos e científicos especialmente nas áreas do património arqueológico.












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