Castelo Branco

Sessões da empresa sobre central solar no Fundão e Penamacor aumentam preocupação de ambientalistas

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As sessões da LightSource BP sobre a central solar Sophia, no Fundão e Penamacor, aumentaram a preocupação sobre o projeto e motivaram mais manifestações da população, afirma a plataforma que reúne diversos movimentos cívicos.

A empresa tem vindo a realizar reuniões em diversas freguesias destes concelhos, no distrito de Castelo Branco, que são abrangidos pelo projeto, “sob a forma de encontros para recolha de opiniões, esclarecimentos e sugestões, eventos que pretendem aproximar o promotor das comunidades afetadas”.

Mas a plataforma, que reúne o Movimento Cívico Gardunha Sul, a Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, a Quercus- Núcleo de Castelo Branco, a PRIP – Prout Research Institute Portugal – Cova da Beira Converge e os movimentos Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta e Cidadãos pela Beira Baixa, classifica o processo de “pouco democrático”.

Alega que “a divulgação é tardia e a isso soma-se a limitação do número de participantes num espaço público, que em algumas sessões o máximo foi de 15 pessoas, não tendo havido também tradução, para que os cidadãos estrangeiros que escolheram estes territórios para viver pudessem expor a sua opinião”.

Quem esteve presente assegura que “nada de novo foi apresentado. Não houve respostas concretas às preocupações levantadas pelas populações, nem compromissos claros relativamente aos impactos ambientais, sociais e económicos do projeto”.

Considera que se tratou “de uma mera operação de marketing, para veicular uma imagem positiva em torno de um projeto inviável, que a própria comissão de avaliação classifica como tendo impactos negativos significativos a muito significativos, em alguns casos permanentes e irreversíveis”.

A plataforma reitera que a empresa tem um comportamento “pouco transparente. A própria página do Facebook do projeto Sophia não aceita comentários” e “as publicações feitas na página da rede social do projeto não mostram a realidade destas sessões com as populações a protestar, dentro e fora de portas”.

Para os movimentos que integram a plataforma “este tipo de comportamento da empresa viola a lei e contraria as exigências da Diretiva Europeia 2024/825, contra o Greenwashing, que proíbe explicitamente alegações ambientais vagas, enganosas ou não fundamentadas”.

Defendem ainda que “iniciativas desta natureza deveriam ter ocorrido antes da primeira consulta pública, permitindo que os cidadãos participassem, de forma mais informada e consciente, num processo de decisão com consequências relevantes para o futuro do território”.

“A transição energética é um objetivo amplamente reconhecido e necessário. Contudo, essa transição só poderá ser bem-sucedida se assentar em princípios de verdadeira sustentabilidade, transparência, justiça territorial e social e no envolvimento efetivo das populações locais”, concluem.

Notícias do Centro | Lusa

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