Entre os dias 14 de junho e 4 de julho de 2026 está a decorrer uma nova campanha de escavações arqueológicas no sítio de Castanheiro do Vento, localizado na freguesia da Horta do Douro, concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Os trabalhos estão a ser coordenados pelo arqueólogo João Cardoso Muralha, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, contando com o apoio do Município de Vila Nova de Foz Côa e da Junta de Freguesia da Horta do Douro.
A campanha integra igualmente uma componente formativa destinada a estudantes da Universidade NOVA de Lisboa, que participarão nos trabalhos de campo no âmbito da sua formação académica.
Localizado num cabeço sobranceiro à povoação da Horta do Douro, o Castanheiro do Vento domina o vale da ribeira da Teja e uma vasta área da paisagem envolvente. A sua ocupação iniciou-se nos primeiros séculos do 3.º milénio a.C., durante o Calcolítico, prolongando-se até à Idade do Bronze, numa sequência que abrange cerca de 1.500 anos.
As investigações arqueológicas desenvolvidas desde finais da década de 1990 permitiram identificar um sítio de grande dimensão e complexidade, caracterizado por vários muretes que delimitam o espaço, estruturas frequentemente interpretadas como bastiões, construções circulares e outras estruturas cuja interpretação continua a ser objeto de estudo.
O espólio arqueológico recolhido encontra-se depositado no Museu da Casa Grande de Freixo de Numão, instituição responsável pela sua guarda e acompanhamento técnico.
Pela sua dimensão, cronologia e características arquitetónicas, o Castanheiro do Vento constitui um dos mais relevantes sítios arqueológicos da Pré-História Recente do Douro Superior, sendo frequentemente comparado a outros grandes povoados da região, entre os quais se destaca o Castelo Velho de Freixo de Numão.
No âmbito desta campanha serão ainda realizadas, nos dias 23 e 25 de junho, ações de formação e visitas técnicas destinadas a trabalhadores do Município de Vila Nova de Foz Côa, nomeadamente das áreas do património cultural e do turismo, e a trabalhadores e parceiros da Fundação Côa Parque. Estas iniciativas permitirão acompanhar os trabalhos arqueológicos em curso e conhecer melhor os resultados das investigações desenvolvidas, contribuindo para uma leitura mais informada deste sítio arqueológico.










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