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Festival de Percussão traz a Castelo Branco cinco dias de concertos e recitais

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O Festival de Percussão – PercuART vai decorrer em Castelo Branco, entre os dias 29 de junho e 03 de julho, com recitais, concertos, ‘workshops’, palestras e conferências.

A sétima edição do PercuART está dividia em três eixos principais, que incluem recitais e concertos diários, palestras e conferências, ‘masterclasses’ e ‘workshops’, todos com acesso gratuito à comunidade.

“Ao chegarmos à 7.ª edição do PercuART, acredito que podemos afirmar que este festival se consolidou como um projeto de referência no panorama da percussão em Portugal, assumindo simultaneamente uma forte dimensão artística, pedagógica e cultural”, explicou à agência Lusa o diretor artístico do festival, Bruno Costa.

Ao longo dos cinco dias, a realização dos eventos divide-se por vários equipamentos da cidade de Castelo Branco, nomeadamente o Cineteatro Avenida (grandes concertos de abertura e encerramento do festival), Fábrica da Criatividade (‘workshops’ e residências artísticas) e Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (recitais a solo).

Segundo Bruno Costa, o PercuART nasce da ligação entre a Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a comunidade, criando uma plataforma privilegiada para a formação, a criação artística e a partilha de conhecimento.

“Para os estudantes, representa uma oportunidade única de contacto direto com alguns dos mais prestigiados intérpretes e pedagogos da atualidade, permitindo experiências que complementam e enriquecem a formação desenvolvida ao longo do ano letivo. Do ponto de vista cultural, o PercuART tem contribuído para afirmar Castelo Branco como um centro de criação contemporânea e como um ponto de encontro internacional da percussão”, frisou.

Ao longo das edições anteriores, o evento recebeu artistas oriundos da Coreia do Sul, Turquia, França, Rússia, Finlândia, Israel, Estados Unidos da América, Alemanha, Polónia, Espanha e Canadá, entre outros países, trazendo ao interior do país alguns dos mais relevantes nomes da cena internacional.

“Se hoje celebramos a 7.ª edição do PercuART, isso deve-se, antes de mais, à visão, confiança e apoio continuado da Câmara Municipal de Castelo Branco. O município acreditou neste projeto desde o primeiro momento e continua a ser o principal parceiro da sua concretização. Importa igualmente reconhecer o papel fundamental da ESART e do IPCB, que têm sustentado este projeto através da sua missão educativa, artística e cultural”, vincou.

O diretor artístico do festival salientou ainda que o PercuART “é hoje um exemplo claro de como a colaboração entre o poder local e o ensino superior pode gerar projetos culturais com impacto duradouro, capazes de valorizar o território, atrair públicos e promover a excelência artística”.

 O festival surgiu da vontade de criar em Castelo Branco um espaço dedicado à excelência artística, à formação especializada e à criação contemporânea na área da percussão.

“Desde a sua origem, a direção artística, assumida por mim e pelo professor André Dias, procurou construir um festival que fosse simultaneamente um espaço de aprendizagem, de criação e de encontro entre artistas, estudantes, compositores e público”.

Os objetivos fundamentais mantêm-se inalterados desde a primeira edição: promover a formação artística avançada, proporcionar o contacto direto com artistas de referência internacional, estimular a criação de novo repertório para percussão, divulgar a música contemporânea e aproximar a comunidade dos processos de criação artística.

Existe, porém, um eixo que Bruno Costa considera particularmente distintivo do PercuART: a valorização da criação musical portuguesa.

Em termos de futuro, o diretor artístico do festival realça que o PercuART tem uma identidade profundamente ligada a Castelo Branco.

“É aqui que nasceu, é aqui que cresceu e é aqui que encontra as condições humanas e institucionais que sustentam o seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o festival tem consolidado uma dimensão internacional cada vez mais expressiva. Ao longo dos anos recebemos alguns dos mais reconhecidos percussionistas do mundo, criando uma rede internacional de contactos e colaborações que continua a expandir-se”, salientou.

Na edição de 2026, vão estar em Castelo Branco, entre outros, o percussionista japonês Kunihiko Komori, a artista taiwanesa Yi-Ping Yang, os músicos portugueses Agostinho Sequeira e Rui Silva, bem como o Pulsat Percussion Group, que regressa ao festival.

Bruno Costa disse ainda que o PercuART é um projeto em permanente evolução, mas mantém intactos os princípios que orientaram a sua criação.

“Continuaremos a apostar numa programação que articula formação, criação artística e apresentação pública, permitindo uma interação muito próxima entre artistas, estudantes e audiência”.

Os concertos principais da edição deste ano decorrem diariamente às 21:30 no Cineteatro Avenida, constituindo momentos centrais da programação.

Paralelamente, decorrem recitais e apresentações na Fábrica da Criatividade, contribuindo para diversificar as experiências oferecidas ao público.

Um dos momentos particularmente relevantes da edição de 2026 será o concerto de encerramento, no dia 03 de julho, dedicado à criação contemporânea portuguesa e que conta com a participação dos compositores Daniel Martinho e João Quinteiro, que vão estar presentes para apresentar e contextualizar as suas obras, partilhando diretamente com o público as ideias, os processos criativos e as visões artísticas que lhes deram origem.

A programação pode ser consultada nas redes sociais do festival, no Facebook em https://www.facebook.com/profile.php?id=61574983886480, no Instagram em https://www.instagram.com/festival_percuart/ ou no sítio na Internet da ESART.

Notícias do Centro | Lusa

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