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Festival Cistermúsica leva cinema e propostas de “outros mundos” a Alcobaça até final de julho

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 Música clássica, propostas de “Outros Mundos” e cinema marcam a programação do Cistermúsica, festival que, entre sexta-feira e 31 de julho, leva também dança e poesia a Alcobaça.

O Festival de Música de Alcobaça, o maior festival de música erudita do país, celebra a sua 34.ª edição com cerca de cinco dezenas de espetáculos, sob o tema “Ressurreição”, sem “nunca se desligar das raízes clássicas”, mas, segundo a organização, “alargando este ano o seu universo com propostas de sétima arte e de música sem fronteiras”.

Entre os dias 26 de junho e 31 de julho, a programação “Outros Mundos” leva a Alcobaça, no distrito de Leiria, propostas assentes na “liberdade criativa” e no cruzamento de “géneros, geografias e formas de expressão”, anunciou a ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, que organiza o festival.

Entre os exemplos a ABA aponta o encontro entre a poesia do Médio Oriente e a música tradicional persa, que o projeto SETÂR leva à Sacristia do Mosteiro de Alcobaça, no dia 28 de junho. Neste espetáculo “três músicos iranianos unem tradição, improvisação e criação contemporânea, num concerto guiado pela voz e pelos sons do kamancheh, do tar e de outros instrumentos ancestrais da tradição persa”, refere uma nota à imprensa.

Os destaques desta programação passam ainda por “Amália na América”, que junta a Orquestra das Beiras, dirigida por Jan Wierzba, e os fadistas Cristina Branco, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro, celebrando a artista num concerto que navega entre o fado e o cancioneiro americano.

“Outros mundos” trazem ainda o tributo ao compositor Luís de Freitas Branco, interpretado por Eva Braga Simões e pela guitarra elétrica de Davide Amaral; e o cruzamento entre jazz contemporâneo improvisação, memória tradicional portuguesa e eletrónica experimental (protagonizados por Filipa Santos e Miguel Moreira) no concerto “NOW SWIM”.

Inspirada pela natureza e pelo território de Leiria, a compositora e maestrina Estela Alexandre traz ao Cistermúsica a sua orquestra para apresentar “Cantomilo”, um projeto que “nasceu de um processo de introspeção iniciado no confinamento de 2020 e desenvolve uma escrita orquestral de forte dimensão cinematográfica, enraizada no jazz mas aberta ao cruzamento de linguagens”, pode ler-se na página do festival.

A programação passa ainda pela obra de Johann Sebastian Bach, a partir de uma perspetiva jazzística, desenvolvida pelo Quodlibet Quintet no âmbito de um projeto concebido pelo pianista Daniel Bernardes.

Entre música e dança, o Cistermúsica dá palco a “Da Desordem das Paixões”, que junta Os Músicos do Tejo e Sofia Dias e Vítor Roriz no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, para “a celebração do excesso, do movimento e da inquietação das paixões humanas, num diálogo intenso entre som e corpo”, divulgou a ABA.

E no que toca à dança há lugar ainda para “Dancing Fountains: Memórias de Alcobaça”, uma criação de Beatriz Dias e Inês Arrenegado que parte da investigação artística para propor um diálogo entre espaço público e a história local.

Nesta edição, o festival propõe ainda três sessões de cinema ao ar livre no Patim da Cerca do Mosteiro de Alcobaça, com a música como fio condutor da programação.

Sob o mote “Cinema com vista para as torres do Mosteiro” as sessões terão lugar às quintas-feiras, às 21:30, sendo a primeira (02 de julho) com “Moulin Rouge”, de Baz Luhrmann. Segue-se, no dia 09 de julho, “Chopin – Uma Sonata em Paris”, dirigido por Michal Kwiecinski e recentemente estreado em Portugal.

No dia 30 de julho, o ciclo encerra com “Siga a Banda!”, de Emmanuel Courcol, uma história sobre como a música une dois irmãos, nomeada para oito Césares, os principais prémios do cinema francês.

Organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, o Festival de Música de Alcobaça é realizado em parceria estratégica com o município de Alcobaça e com a parceria institucional da Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça. Conta com os apoios da Direção-Geral das Artes e de vários mecenas.

Notícias do Centro | Lusa

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