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70% dos alunos de Castelo Branco vão para a escola acompanhados por adultos

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Mais de 70% dos alunos residentes em Castelo Branco deslocam-se para a escola acompanhados por um adulto e, destes, 91% demoram no seu trajeto, no máximo, 20 minutos, anunciou o município.

Um estudo desenvolvido pela Câmara Municipal de Castelo Branco com o objetivo de conhecer os padrões de mobilidade dos cidadãos concluiu ainda que 64% dos alunos são levados de carro para a instituição escolar e 71% dos alunos moram até cinco quilómetros da escola que frequentam.

Segundo Hélder Henriques, vereador com o pelouro da mobilidade e transportes, a mobilidade é multidimensional e assume uma importância enorme na vida quotidiana das populações.

“Este é um estudo importante porque nos permite diagnosticar. O conhecimento dos padrões de mobilidade entre a casa e a escola pode representar uma mais-valia com o objetivo de promover mais e melhor qualidade de vida aos nossos cidadãos e às famílias”.

O município de Castelo Branco tem desenvolvido um conjunto de iniciativas na área da mobilidade cujo objetivo fundamental é a melhoria da qualidade de vida das populações.

“As deslocações pendulares casa-escola-casa têm um impacto muito significativo na vivência comunitária com impacto ambiental associado”, sintetizou.

O autarca salientou ainda que “é importante agir com medidas”.

Neste âmbito, explicou que, no segundo semestre do ano de 2023, o município de Castelo Branco apresentou um projeto/candidatura que foi aprovado pelo Fundo de Transportes, com o objetivo de estruturar, desenvolver e disponibilizar os instrumentos necessários para estimular padrões mais sustentáveis no âmbito da mobilidade escolar.

O Programa de Apoio à Aquisição de Bicicletas e projetos experimentais como o Sistema de Bicicletas Partilhadas poderão ser alargados e implementados, no âmbito da mobilidade escolar.

“É um caminho que aponta para o futuro e que deve ser seguido em articulação com a comunidade educativa”, frisou.

No estudo desenvolvido foram validados cerca de 1.300 inquéritos no conjunto das instituições escolares do concelho (públicas e privadas) e desse universo importa ainda realçar que os agregados familiares apresentam uma dimensão média de 3,6 pessoas, as famílias possuem 1,7 veículos automóveis e 1,8 bicicletas por agregado.

Destaca-se ainda que 23% na média da amostra analisada não possui qualquer bicicleta.

“É preciso criar oportunidades para desenvolver iniciativas e hábitos que permitam melhorar os indicadores recolhidos. Este diagnóstico constitui o ponto de partida para que tal, gradualmente e em articulação com as escolas e outras entidades interessadas, possa vir a acontecer”, concluiu.

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