Viseu

Viseu: Presidente das Misericórdias diz que respostas sociais para idosos têm dois tipos de custos

0

 O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, considerou hoje que, nas respostas sociais para idosos, há “o custo que decorre da lei” e “o custo da real realidade”.

     Ao intervir hoje, em Viseu, no congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Manuel de Lemos questionou “há quantos anos o Estado não faz uma avaliação de quanto é que custa cada uma das respostas sociais”.

     No seu entender, no que respeita aos idosos, há dois tipos de custos: “quando fazemos o estudo temos que ter dois valores, um que decorre do que a lei exige e outro da real realidade”.

     Segundo Manuel de Lemos, por exemplo, “quando se faz o cálculo, não entra o valor do médico”, porque “há uma ideia romântica, peregrina, bonita, de que o médico do centro de saúde vai ao lar”.

“Mas vai? Não vai. E como não vai, na real realidade nós temos que pagar ao médico”, frisou.

O responsável considerou que o Pacto de Cooperação para a Solidariedade Social “é um documento fantástico” e que foi “um exercício de grande coragem política” o facto de o primeiro-ministro, António Costa, o ter celebrado com o setor social solidário, mas que agora há o desafio de o cumprir.

O presidente da CNIS, Lino Maia, afirmou que “a transferência daquelas competências para as quais o Estado quis e requereu a cooperação do setor social e solidário não pode ser agora apenas encarada como transferência do Estado central para o Estado local”.

“As instituições são agentes que prestam serviço público”, frisou Lino Maia, acrescentando que “não é compreensível que o setor social e solidário tenha sido ostracizado em todo este processo de transferência de competências”.

“Todos nós sabemos alguns problemas com que nos vamos confrontar: desemprego, despedimentos e mais custos”, lamentou.

Na sua opinião, um “princípio de bom sinal na cooperação é o que se passa no processo da gratuitidade da creche”, que “está a ser conduzido, e bem”, pela secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes.

“O Estado reduz ao setor social e solidário a implementação da gratuitidade para as crianças nascidas a partir de 01 de setembro de 2021. O processo não está concluído, mas está no bom caminho”, afirmou o responsável, garantindo que “o Estado pode contar com maior envolvimento das instituições de solidariedade”.

No entanto, recomendou que, “posteriormente, não venha a transferir esta medida da gratuitidade de creches para outros agentes ou a fomentar a concorrência desleal, como vem acontecendo, por exemplo, com o pré-escolar”.

Isto porque as instituições de solidariedade não querem ficar limitadas, exclusivamente, às respostas sociais destinadas a idosos e a pessoas com deficiência, justificou.

O sexto congresso da CNIS decorre até quarta-feira, em Viseu, com o tema “As IPSS nas políticas sociais”.

Notícias do Centro | Lusa

Oliveira do Bairro alerta para tentativas de burla com ecopontos

Notícia anterior

Ordem dos Médicos vai reunir com parceiros para encontrar solução para urgência do hospital de Leiria

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Viseu