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Universidade de Verão da Esquerda Europeia em Aveiro pelo fim das “guerras imperialistas”

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O BE é o anfitrião da Universidade de Verão da Esquerda Europeia, que decorre de hoje até terça-feira em Aveiro sob o lema “uma esquerda forte para parar as guerras imperialistas”, reunindo mais de duas centenas de participantes.

Em declarações à agência Lusa, o fundador do BE Luís Fazenda traçou as linhas gerais de um encontro em Portugal – que foi adiado duas vezes por causa da pandemia de covid-19 – e que vai reunir deputados, eurodeputados, autarcas e dirigentes dos vários partidos europeus, bem como dirigentes sindicais e ativistas sociais.

Entre as participações portuguesas na Universidade de Verão da Esquerda Europeia está a da coordenadora do BE, Catarina Martins, bem como dos eurodeputados bloquistas Marisa Matias e José Gusmão ou do deputado José Soeiro.

O lema deste encontro é “uma esquerda forte para parar as guerras imperialistas”, referindo Luís Fazenda que “os debates são muito marcados pela existência da guerra da Ucrânia e das suas consequências”, havendo ainda “uma série de outros painéis relativos às alterações climáticas, à precarização do trabalho, às responsabilidades da esquerda em vários governos ou ao feminismo”.

Nesta universidade de verão haverá ainda “um painel sobre as últimas eleições francesas, com responsáveis da França Insubmissa” depois do “excelente resultado” nessas eleições.

O BE é assim o anfitrião desta universidade do partido da Esquerda Europeia, que junta 26 forças políticas, antecipando o fundador do BE que serão discutidas “várias hipóteses, várias leituras”, com “as intervenções que pessoas independentes ou pessoas partidárias podem dar a este ou aquele fenómeno”.

A organização espera que estejam em Aveiro cerca de 250 participantes neste “espaço de reflexão que envolve pessoas muito variadas, em geral gente muito jovem, militantes de base”, não sendo “exatamente um ponto de encontro de lideranças de partidos”.

Sobre a guerra na Ucrânia, Luís Fazenda recordou que o conjunto de partidos condenou “a invasão russa da Ucrânia e nesse sentido têm incentivado todo o tipo de propostas tendentes ao diálogo, a uma negociação, à intervenção de agentes externos naquela guerra imperialista para que se consiga um cessar-fogo, recuperar a integridade da Ucrânia, encontrar um pós-guerra de reconstrução, uma ordem europeia que seja norteada pelo respeito das soberanias”.

“O que podemos fazer hoje é limitado, mas é influir nas opiniões públicas, nos respetivos países para tentarem encaminhar as sociedades para essas posições”, explicou.

Notícias do Centro | Lusa

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