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Trancoso vai reabilitar muralhas e castelo. Apresentam “patologias” que necessitam de correção

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O presidente da Câmara de Trancoso, no distrito da Guarda, mostrou-se hoje satisfeito com a atribuição de verbas para o projeto de reabilitação das muralhas e do castelo da cidade, que apresentam “patologias” que necessitam de correção.

“Ficámos, naturalmente, muito satisfeitos, porque era um pedido que, no final de 2020, a Câmara Municipal tinha enviado à Direção Regional de Cultura do Centro, a alertar para alguns problemas na estrutura do castelo e das muralhas, que são monumentos nacionais desde 1921, que apresentam algumas patologias”, disse hoje Amílcar Salvador à agência Lusa.

O Ministério da Cultura atribuiu, na semana passada, a verba de 890 mil euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para intervenções de índole global no castelo e na muralha de Trancoso.

Os trabalhos a realizar, segundo o autarca, vão permitir “resolver alguns problemas estruturais” nas muralhas, concretamente nas Portas do Carvalho, onde são visíveis algumas deficiências e fendas.

“O que se pretende, com essa intervenção, é resolver esses problemas de conservação, de restauro e de consolidação. Também está definido um plano de manutenção de limpeza de alguns elementos vegetais que, muitas vezes, aparecem nas fendas das muralhas e do castelo e que colocam sempre em causa a sua consolidação e a sua integridade”, explicou.

Amílcar Salvador referiu que o plano de intervenção “ainda não está bem específico”, mas mostrou-se “muito contente” com a decisão do Governo.

Na sua opinião, a intervenção prevista dará mais segurança aos visitantes do centro histórico da cidade de Trancoso, no distrito da Guarda, que é uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal.

O Ministério da Cultura revelou, na semana passada, que a reprogramação do PRR para o Património Cultural prevê mais 40 milhões de euros de investimento e intervenções em 29 monumentos, sítios arqueológicos e museus.

Segundo o Ministério da Cultura, os 40 milhões de euros que resultam da reprogramação juntam-se aos 150 milhões inicialmente previstos para a reabilitação do património cultural e as novas 29 intervenções acrescem às 49 já programadas.

Neste conjunto de novos investimentos para a Região Centro, para além do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, destacam-se a resolução dos problemas críticos das Muralhas de Castelo Mendo (Almeida), do Abrigo do Lagar Velho (Leiria), do Castelo e Muralhas de Trancoso, das Muralhas de Pinhel, da Sé de Viseu e da Igreja de Almedina (Coimbra).

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